terça-feira, 4 de outubro de 2011

Abaixo o Estado Paternalista, viva a liberdade!

A Cannabis é uma planta que até hoje desperta intermináveis discussões dentro da sociedade. A cada ano que passa, a Maconha vai ganhando cada vez mais força , porém, ainda sim encontra-se muito preconceito, desinformação e muita teoria furada, principalmente por parte dos proibicionistas.

Debatendo este tema tão polêmico, fui indagado por um proibicionistas e evangélico, sobre se a forma dos que pensam em favor da regulamentação da maconha não estava equivocada, haja vista que segundo ele, não se deve usar o fato do álcool ser legalizado, para tentar justificar uma possível regulamentação da Maconha. Ele entende, que o álcool também deveria ser proibido.

Sinceramente, a principio fiquei muito surpreso. Não compreendia como eu poderia levar uma pergunta desta a sério. Primeiro, porque é inimaginável hoje você proibir o comércio do álcool- devido à sua grande lucratividade- segundo porque ninguém pode negar, que o álcool de fato está dentro das culturas das maiorias das outras sociedades, o que o torna bem visto e em muitas das vezes inofensivo.

Fazendo um resgate pela história, podemos ver que a proibição do álcool nunca deu certo. Quando tentaram proibir a substância 1920, nos EUA, com o objetivo de “salvar o país de problemas relacionados à pobreza e violência”, o que se viu foi o surgimento de vários traficantes de bebidas, que ao invés de serem demonizados pela população, eram glorificados principalmente por jovens. Quem não conhece o famoso e destemido Al Capone? Pois bem, nada mais que uma figura criada e cultuada exageradamente na época, justamente pelo fato do proibicionismo.

A verdade é que eu defendo um país mais liberal. Não suporto a ideia de ter um Estado controlador, me indicando o que eu tenho ou não que fazer, principalmente quando o assunto é a droga. O papel do Estado seria de fato efetivo, a partir do momento em que “eu” sob efeito de algum alterador de consciência, fizesse algo contra a lei ou contra terceiros. A partir do momento em que o meu estado de alteração de consciência não prejudica a terceiros - e isso faz parte de uma escolha individual minha- o Estado não deveria em hipótese alguma reprimir o seu cidadão.

O problema não é o álcool ser legalizado, nem a Maconha em si, e sim como a sociedade reage a quem usa este tipo de substância. Isto serve também para outras drogas. O maior fracasso da Guerra as Drogas se mostra a cada dia no nosso Brasil através do Crack. Nunca adiantou e nunca vai adiantar cobrir de porrada, segregar tais usuários. Estas atitudes contribuem a cada dia apenas para o aumento da violência e da intolerância.

Precisamos nos engajar em um método já proposto e mais eficiente, em que se aceita que a erradicação das drogas é impossível, porém é bem possível que se diminua e muito o impacto do uso e abuso de drogas dentro de uma sociedade, no qual conhecemos como redução de danos. Vale a pena refletir!

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