segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Drogas um problema de segurança pública ou de saúde?

Nos últimos quarenta anos, a sociedade equivocadamente vem tratando os problema das drogas como problema de segurança pública. O grande problema é que a repressão além de ser ineficiente quanto a diminuição da taxa de usuários de drogas, gera muita violência em cima de terceiros, que aparentemente não tem nada a ver com o problema.

Eu particularmente não entendo como você prendendo uma pessoa por uso de drogas, sem te dar o auxilio necessário, colocando-o dentro de um sistema prisional que não reabilita ninguém e sim apenas o torna um verdadeiro marginal, pode ajudar quando se fala em diminuição no abuso de entorpecentes.

A fracassada estratégia governamentista, embasada na teoria da “guerra as drogas”, lançada e bancada pelos Estados Unidos no início da década de 20 não serve para mais nada a não ser provocar dor, violência e derramamento de sangue. Com um tratamento desumano que leva a segregação das raças menos favorecidas e menos poderosas. De fato famílias podem ser destruídas por abuso de algumas drogas, como é o caso do crack. No entanto, o que se deve ser feito é dar um tratamento digno a essas pessoas, com todas os benefícios que a constituição prevê, além de um auxilio estrutural para a família, no qual ela faça parte ativa da recuperação do usuário. Não é questão de ser bom ou mal, é questão de tratar a situação de frente, procurando uma saída justa e menos violenta que a adotada nos últimos anos.

A repressão violenta, se utilizando em certas ocasiões da perda de liberdade é completamente ignorante quando falamos de USUÁRIO DE DROGAS. A maior prova de que a proibição das drogas não dá em nada é quando verificamos a guerra que se instaurou contra o crack. Para se ter uma ideia, Petrolina, no sertão de Pernambuco, faz parte de uma região conhecida como polígono da maconha, no qual sai a maior produção de maconha para o abastecimento do mercado interno. Contudo, a maconha vem perdendo espaço para o crack e forçando ações coordenadas entre autoridades dos estados do Nordeste. Em Sobral, no Ceará, o número de crimes envolvendo usuários de crack aumentou mais de 100%.

Será que de fato, não chegou a hora de tratar o problema das drogas como sendo um problema de saúde e não de segurança pública?

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