segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Guerra às drogas: um equívoco da sociedade moderna

Proibição das drogas causam mais danos para a sociedade, que qualquer outro método. A insistência do Estado em controlar diariamente as suas atividades e o que você usa, cada vez mais reflete em guerras, violência, morte e fortalecimento de um sistema corrupto, sustentados por grandes narcotraficantes que lucram cada vez mais, se tornando em alguns países figuras influentes.

Ao contrário do que proibicionistas parecem não querer ver, a chamada “guerra às drogas” além de aumentar a violência, não combate eficazmente no que de fato ela é proposta: a redução do abuso de drogas. Para todos os lugares do mundo em que se adotam estas medida proibicionistas, nunca se conseguiu ter êxito na redução destas substâncias classificadas como entorpecentes.

No Brasil, por exemplo é evidente que a repressão não está funcionando. A cada ano, se apreende mais maconha do que no ano anterior, e aumenta rapidamente os adeptos da Cannabis. Cada ano em que se aumenta os investimentos no que diz respeito a guerra as drogas, os reflexos sofridos pela sociedade como um todo é infinitamente pior, principalmente nas classes menos favorecidas, concentradas nos aglomerados e favelas.

Um dos primeiros reflexos da proibição exacerbada é o aumento em larga escala das prisões, no intuito de “dar uma satisfação” à sociedade de que algo está sendo feito a respeito do tema; quando na verdade esta medida paliativa não resolve nada, a não ser para aqueles que vivem de fazer marketing da segurança pública e ganhar votos nas próximas eleições, como por exemplo a maioria dos políticos.

De fato, nem os políticos conservadores ou os proibicionistas, conseguem apontar uma solução melhor do que adotar uma política mais liberal. Os argumentos dos proibicionistas são construídos através de um senso comum discriminatório e sem fundamentação científica, passada por gerações sem ao menos ter sido questionado.Ademais, beber, fumar maconha, tomar chá de cogumelo ou um lsd, faz parte da escolha individual de cada um e não do Estado.

Estatísticas do estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, só vem mostrar os efeitos colaterais imediatos da "guerra às drogas" pois apontam que além de um aumento de 14,5% nas prisões, na comparação com o ano passado, as apreensões de drogas cresceram. Em seis meses, as operações das polícias retiraram de circulação 3,9 toneladas de maconha, índice 196% superior ao registrado em 2010. Porém, isso nunca foi garantia do sucesso da diminuição de usuários.

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