domingo, 9 de outubro de 2011

Índios brasileiros são recrutados por traficantes na fronteira

A proibição das drogas só faz com que aumente o narcotráfico no mundo. Essa chamada guerra às drogas é uma política completamente batida e cada vez mais fazem vítimas ao invés de solucionar o problema. A novidade para os traficantes é recrutar índios para participar do narcotráfico. Uma das funções dos indígenas é o cultivo de cannabis .

As redes de traficantes se espalham a cada dia mais em lugares extremos do nosso território, como por exemplo em aldeias indígenas do Acre, do Amazonas e de Mato Grosso do Sul, que estão na rota de entrada das drogas no país.

Índios das aldeias Marienê e Seruini, no Amazonas, perto do município de Pauini, na fronteira com o Acre, plantam maconha nas terras indígenas para traficar e consumir. Eles levem a droga para a cidade, vendem para as bocas-de-fumo ou trocam por óleo, açúcar e sabão.

A questão das drogas tem se tornado tão grave que o conselho tutelar de Rio Branco teve que intervir no caso de uma índia de 9 anos, que vive numa aldeia de Brasileia, na fronteira do Acre com a Bolívia. A indiazinha foi parar no hospital com overdose de oxi.

Segundo denúncias, a cachaça tem sido trocada por álcool etílico, chamado “de xarope de tampa azul”. Os mais velhos têm dado drogas para as crianças. Dizem que elas ficam igual a um peixe que nada de um lado para o outro. Esses índios de 4, 5 anos viram uma atração.

Em Mato Grosso do Sul, estudo da Secretaria Especial de Saúde Indígena aponta um aumento do número de homicídios e suicídios nas aldeias, acompanhado do crescimento do consumo de drogas como o crack. Os índios na região de Dourados já representam cerca de 60% da população carcerária, a maioria presa por delitos relacionados ao tráfico.

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