segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Já não é hora dos médicos brasileiros se manifestarem sobre a Maconha Medicinal?

A cannabis, que erroneamente conhecemos aqui no Brasil como Maconha, é uma planta cultivada há mais de 12.000 anos, para diferentes fins, seja ele psicoativos ou seja pelo seu forte poder e valor medicinal. É inegável os relatos sobre os bens terapêuticos da planta, que já eram descritos na primeira farmacopeia do mundo, denominada Pent-ts’ao Ching, de origem chinesa, publicada há 2.700 a.c.

Setecentos anos mais tarde, algumas civilizações também se utilizavam dos fins medicinais da sua resina. Já se sabia que o uso da maconha era muito eficiente quando falamos das suas propriedades terapêuticas, analgésicas, anticonvulsiva, tranquilizantes, anestésicos, antibióticos, antiflamatórios, diuréticas e expectorantes.

Contudo, com a proibição da posse e do cultivo da Maconha, devido ao que se conhece no mundo como “guerra as drogas”, os valores medicinais foram quase que pulverizados por propagandas feitas de maneira tendenciosa, buscando apenas satisfazer os desejos econômicos dos poderosos burgueses da época.

Porém, a tão falada modernidade nos deu um grande alento. Com o “boom” das informações, a chegada da internet e a era da informação, no qual atualmente podemos chamar de “cybercultura”, ficou muito fácil e rápida a troca de informações, fazendo com que fossem desvendados alguns mistérios e mitos, divulgados durantes décadas.

Apesar de hoje, você conseguir obter informação de qualidade não seja um fato tão difícil como há 50, 60 anos atrás, vemos muita resistência quando o assunto é Maconha Medicinal. Falando exclusivamente da classe médica brasileira, são poucos que se aventuram a falar sobre a verdadeira face da Maconha.Não há duvidas que a resistência na classe médica emperra e muito o debate sobre a Maconha Medicinal.

Ainda sim que alguns tenham pacientes que fazem terapia com a Maconha – não porque eles receitaram, mas por própria vontade do paciente- é inegável que o moralismo e o conservadorismo impedem médicos, que muitas vezes também são pais de família, a se quer tratar o assunto de forma séria, pois ainda muitos são pautados pela imbecilidade criada em épocas passadas.

Sinceramente, creio humildemente, que chegou a hora da classe médica brasileira definir de vez a sua opinião. Chega a ser constrangedor uma classe tão influente neste debate e capacitada mentalmente para este fim, ficar apenas alheio à discussão, quando na verdade deviam ser uma voz atuante do meio científico.

2 comentários:

  1. é, o tempo tá passando. E mais gente ficando pra trás em quanto podia estar sendo medicado com uma erva natural, ao invés de se entupir de remédios cujo efeitos colaterais atrapalham sua vida pessoal e profissional.

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