sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A proibição é que financia a violência e não o usuário

O tráfico de drogas a cada dia vem se modernizando. Com todo este derramamento de dinheiro e de sangue, no que se conhece como guerra às drogas - financiada no início da proibição principalmente por países que dependem de investimentos bélicos na sua economia- como os Estados Unidos, a criatividade e os modos de burlar a legislação ficam cada vez mais sofisticados e exigem muita força por parte da polícia para tentar desvendar as novas rotas de entrada das drogas no país.

Existem várias rotas de transporte da Maconha, que podemos definir como rotas caseiras (dentro do próprio Brasil), rotas internacionais (comércio de drogas entre países e continentes), e rotas mistas ( que atende a demanda do próprio Brasil e também outros países).

Boa parte da Maconha que se chega ao Brasil é advinda do Paraguai, pois mesmos se produzindo muita Cannabis no que é conhecido como polígono da Maconha –na região semiárida do Nordeste - a demanda do país ainda sim é maior.

Percebe-se portando que se gera uma grande economia para o tráfico de drogas e muitas vezes esse dinheiro é o que é usado para financiar a violência. Um país gigantesco como o Brasil, que tem 16 mi quilômetros só de terra pelas fronteiras, fica completamente impossível que se intercepte todo o contrabando que acontece. Em relação ao número de apreensões feita nas fronteiras, o numero é irrisório à quantidade de Maconha e Cocaína que chega ao consumidor final, no caso os usuários.

Anos atrás, a ONU (Organização das nações unidas), divulgou um estudo no qual confirmava que o narcotráfico “empregava” mais de 20 mil “entregadores” de drogas, que em sua grande maioria eram jovens de 10 a 16 anos que ganham salários de US$ 300 a US$ 500 por mês. Só no Rio de Janeiro, o narcotráfico vende por ano cerca de seis toneladas de drogas, faturando cerca de R$ 900 milhões, de acordo com a Polícia Civil carioca. Desse montante, quase R$ 600 milhões são faturados pelo Comando Vermelho e o Terceiro Comando (outra facção do Rio). Em São Paulo, calcula a polícia, existem cinco mil postos de distribuição da droga. A cidade é hoje o ponto principal do “corredor Brasil”, de onde é mandada a maior parte da cocaína e maconha que abastece a Europa e Estados Unidos.

Com essa briga toda entre governo e traficantes, no qual a parte que menos importa para eles é o usuário – que acaba tendo que se criminalizar para conseguir, por exemplo, a Maconha- é a base que financia toda esta violência. Contudo, a culpa não é do usuário e sim do sistema, que equivocadamente promove uma chacina em cima das classes menos favorecidas, como as favelas e aglomerados.

Mesmo que os proibicionistas, conservadores e religiosos não consigam perceber que a questão não é a droga e sim a proibição, a única forma de tirar usuários de Maconha do circulo do crime é legalizando o cultivo caseiro ou então criando dispensários de Maconha, como em alguns países. Algumas pessoas, no entanto, não aguentam mais a morosidade do governo entre outras classes importantes neste processo de descriminalização da maconha e já declararam a sua independência do tráfico de drogas e cultivam a sua própria erva. E você vai compartilhar esta ideia? Diga não ao tráfico de drogas, pois não é você que financia a violência e sim o sistema falho.

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