segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A relação da sociedade com as drogas desde os primórdios

Quando se fala da relação do homem com as drogas percebemos que é algo que já vem desde os primórdios. Existem registros de consumo de substâncias psicotrópicas desde as civilizações antigas e nas indígenas. Plantas psicotrópicas como o ópio, coca e a maconha eram usados e ainda são usados por civilizações para curar inúmeras doenças, afastar espíritos malignos, obter sucesso nas caçadas e nas conquistas, entre diversas funções.

Algumas pesesquisas arqueológicas concluíram que determinadas pinturas deixadas pelos homens da Idade da Pedra teriam sido criadas sob efeito de transes que provavelmente incluíam o consumo de plantas psicotrópicas (LESSA, 1998).

Especificamente falando da Maconha, os historiadores registram o crescimento da planta espontaneamente até hoje pelas bandas do Himalaia, sugerindo sua origem da Ásia central. Já há muito tempo na Índia, já se conhecia os poderes medicinais e euforizantes da Maconha. Como confirmam os pesquisadores a maconha era usada para estimular o apetite, curar doenças venéreas e induzir o sono (GONÇALVES, 2005). Na China, foram encontrados seus primeiros restos datados de aproximadamente 4.000 a.C. e seus usos terapêuticos estavam presentes num tratado de medicina chinesa do século I (SEIBEL; TOSCANO, 2001).

Infelizmente, com a política de acúmulo do capital de qualquer forma, os valores econômicos começaram a se sobrepor sobre a sociedade. Com isso começaram toda uma campanha para a demonização do cânhamo, que já está comprovado que bem antes do inicio dos anos 20 a planta era uma importante fonte de fibras utilizadas para diferentes fins como caça, pesca e navegação.

Com um lobby maior para as fibras de nylon, principalmente nos EUA se criou uma guerra em relação a Cannabis, além de uma alienação da população, com matérias publicitários de péssima qualidade que eram jogados a todo os momentos na sociedade. Criou-se então uma aversão ao cânhamo e todos os seus derivados que foram sustentados pelos anos juntamente com a política de guerra as drogas dos Estados Unidos, que ainda continua beneficiando este país economicamente, uma vez que ele é o maior fabricante de armas do mundo.

A questão pura e simples dos psicotrópicos em todo o mundo e o comportamento social do seu uso passa longe de ser importante para muitos países. Toda esta proibição no final não passa de uma guerra por poder e acúmulo de capital, sustentada por quem lucra com isso, no caso Estado e narcotráfico.

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