terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cannabusiness: um mercado ignorado por muitos

A Maconha vem sendo erroneamente estigmatizada em torno de quarenta anos. Depois de todo esse tempo, agora começamos a perceber o quanto é inútil combater o que os governos chamam de substâncias entorpecentes. No caso específico da Maconha, a droga é a mais difundida no mundo, sendo que a cada ano aumenta o seu número de usuários. Descoberta há mais de 5 mil anos, quando se já tem registros da utilização da Cannabis para fins medicinais e religiosos, a maconha de fato tem um valor econômico muito forte, mesmo que seja no mercado negro. A cada ano que se passa, a substância gera cifras consideráveis no mercado paralelo e ao invés desta rentabilidade cair nas mãos do governo – para que seja construídas escolas e investidos na saúde- acabam ficando nas mãos dos corruptos e daqueles que não tem comprometimento nenhum com a população.

Justamente a grana em que se movimenta neste tipo de comércio esta sendo um grande atrativo para vários países que passaram adotar uma politica de tolerância à maconha, conseguindo tirar o usuário do ciclo da criminalidade. Passaram a entender que não adianta reprimir, dar porrada, mas sim trabalhar em cima de políticas eficazes no que diz respeito à educação e prevenção, além de conseguir uma bela fonte de dinheiro, gerada pelo cannabussines, no qual sempre vai existir um farto capital para que seja investido no bem coletivo das pessoas de uma determinada sociedade.

A perspectiva financeira para países ou estados que legalizaram ou descriminalizaram o uso da maconha é muito grande. Esta visão modernista de enfrentar os problemas com as drogas na sociedade se mostra muito eficaz não só em cidades famosas e já com atrativos turísticos como a bela e pioneira Amsterdã, mas em pequenas cidades, daquelas que lembram as várias cidades acanhadas que temos pelo interior do Brasil. Garden Grove por exemplo, está localizada no estado da Califórnia – onde a maconha medicinal é legalizada- e nem por isso seus cidadãos sempre foram a favor da Maconha. Contudo, com o passar dos anos, os líderes da acanhada cidade (em torno de 18 mil pessoas) começaram a perceber os grandes gastos com a repressão da Maconha, principalmente quanto ao gasto do município com honorários de advogados. No final, resolveram novamente colocar em prática a teoria da descriminalização e os dispensários de Maconha Medicinal voltaram a funcionar legalmente. Será que nós também não podemos tentar?

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