sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Consumo de Maconha e cocaína perdem espaços para drogas sintéticas na Europa

A redução de danos sem dúvida alguma é a melhor forma para todas as sociedades conviverem melhor com o que são conhecidos como drogas ou substâncias alteradoras. A maior prova disso são os países da Europa, que em muitos já adotam uma política liberal, transformando o problema do abuso de drogas como de saúde pública e não de segurança pública. A força tarefa envolvida no que conhecemos como redução de danos, parece começar a dar certo, já que o relatório deste ano do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) sobre a "Evolução do Fenómeno da Droga na Europa" , aponta uma diminuição no consumo de entorpecentes entre os cidadãos europeus.

Estas conclusões da agência europeia de informação sobre droga, sediada em Lisboa, levam o seu diretor, Wolfgang Götz, a considerar que "as políticas de luta contra a droga e as respostas europeias têm de ser adaptadas aos desafios da próxima década".

O documento revela que o consumo de drogas mantém-se relativamente estável na Europa, verificando-se "alguns sinais positivos de que o consumo de cocaína já teria atingido o seu pico máximo"e de que o consumo de Maconha continua a baixar entre os mais jovens.

Contudo, nem tudo são flores e esta tendência positiva é assombrada por novas ameaças, como a evolução do mercado das drogas sintéticas, e os policonsumos (consumo de vários tipos de drogas) misturados com o uso de álcool. O policonsumo é um dos motivos de preocupação dos especialistas devido aos níveis de prevalência elevados, embora não se registem tendências de aumento.

A Maconha continua a ser a substância ilícita mais consumida na Europa (78 milhões de europeus -- um em cada cinco adultos com idades entre os 15 e os 64 anos ¬- já a experimentaram pelo menos uma vez na vida), porém, dados mais recentes disponibilizados pelos países europeus em análise, confirmam a tendência geral de estabilização ou o decréscimo do consumo entre os jovens adultos (15-34 anos).

Segundo os dados do OEDT, os últimos relatórios indicam que 22,5 milhões de europeus terão consumido a Maconha no último ano em análise, mas os inquéritos realizados junto de jovens em idade escolar (15-16 anos) refletem um declínio no consumo.

As drogas sintéticas, ecstasy (MDMA, MDEA e MDA) e as anfetaminas aparecem como "um mercado cada vez mais complexo". Cerca de 11 milhões de pessoas já experimentaram ecstasy ao longo da vida e 2,5 milhões no último ano.

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