domingo, 20 de novembro de 2011

Pacientes de Maconha Medicinal sofrem descriminação em fila de espera para transplantes

Um fato discriminatório chamou a atenção durante as últimas semanas nos Estados Unidos. Trata-se de um cidadão diagnosticado com câncer de fígado, que depois de anos de espera na fila, teve seu transplante cancelado, após um teste sanguíneo ter revelado que ele se utilizava de maconha. Os médicos exigem que Normam B Smith se abstivesse do uso da Maconha por pelo menos 6 meses, além do mesmo ser submetido a vários testes toxicológicos e palestras sobre o abuso de substâncias entorpecentes.

Embora Smith estivesse dentro dos requisitos estipulados para se candidatar a ser um beneficiário de transplante no fígado, vai ser colocado na parte inferior da lista novamente, devido a esta burocracia sem compaixão com o paciente. O mais indignante nesta história, é que o Smith, se utilizava da Maconha para fins medicinais. Tanto a utilizava para fins terapêuticos, que foi receitada pelo Oncologista Dr Steven Miles, para que assim o paciente pudesse sofrer menos com os efeitos colaterais do tratamento de quimioterapia.

A Safe Acess (ASA), emitiu nesta semana uma carta, pedindo a Cedars-Sinai – departamento responsável pelos transplantes- que recoloque novamente o paciente Norman Smith no topo da lista para receber o transplante. A carta também pede que a Cedars mude a política de transplante e comece a tratar os pacientes com mais amor e carinho, já que a política adotada atualmente é claramente de descriminação. A ASA ainda lembra que o fato de recolocar o paciente Smith na lista de transplante não será taxada como crime federal, pelo simples fato dele se utilizar da maconha, para fins medicinais.

Infelizmente, Smith não é o único paciente nos Estados Unidos que acabou tendo seu pedido de transplante negado pelo fato de se utilizar da maconha medicinal. Alguns outros pacientes já relataram a ASA que chegaram a ser retirados da lista pelo mesmo fato de se utilizar legalmente da Maconha Medicinal. As maiores reclamações são advindas dos estados da Califórnia, Havaí, Oregon e Washington. Em 2008, o paciente Timothy Garon morreu, depois de ter sido negado o seu transplante pelo mesmo fato supracitado. Um ano mais tarde foi a vez da paciente Kimberly Reyes, que veio a falecer no hospital Hilo, em Big Island, após ser descoberto que ela era paciente de maconha medicinal.

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