sábado, 5 de novembro de 2011

A proibição das drogas na verdade atende os interesses de quem?


A proibição de substâncias entorpecentes está se mostrando nos últimos quarenta anos como totalmente equivocada e desastrosa, trazendo mais consequências para as famílias de bem, do que os verdadeiros marginais. Há muito se fala em tirar o usuário do ciclo da criminalidade, uma vez que este não tem outra forma de conseguir a sua droga e recorre ao mercado paralelo para este fim.

Muito se discute se a legalização da maconha ou de outras drogas vai de fato acabar com o crime organizado. Pensando friamente, “acabar” seria muito difícil, pois o crime também evolui e busca outras formas de lucrar. É importante lembrar que o crime organizado ou o mercado paralelo acontece quando uma substância ou objeto é proibido. Não é questão simplesmente de escolherem a maconha ou a cocaína, e sim pelo fato proibitivo que gera um mercado rentável para as organizações criminosas.

No caso específico do Brasil, por exemplo, não existe droga melhor que a maconha para fazer um experimento de descriminalização da substância. Já conseguiu-se provar cientificamente que a Cannabis é muito menos prejudicial que o álcool e o tabaco, porque não tentar? Sinceramente, eu tenho boas expectativas em relação a uma descriminalização. Não creio que vá aumentar absurdamente o número de usuários de maconha. Pode-se sim, nos primeiros meses da descriminalização haver um ligeiro aumento, contudo a maconha não é uma droga impulsiva e não creio que os desafios serão maiores do que o Brasil já enfrentou e bem, em relação ao tabagismo.

A política liberalista da descriminalização da maconha, não prega um verdadeiro fuzuê e um anarquismo pelas ruas das nossas cidades. Ao contrário disso, a grande parte dos coletivos pró-cannabis, pedem uma reformulação nas leis de drogas deste país, para que assim possa especificar quem é usuário e quem é traficante, para que não ocorra abusos por parte das autoridades, que em muitas das vezes tem dificuldade de separar o verdadeiro infrator da lei, com um simples usuário, causando um mal extremo em termos de sociedade, ao colocar uma pessoa honesta no meio de bandidos.

A verdade racional é que depois de tantas guerras que as pessoas do mundo passaram, entre primeira, segunda Guerra mundial, Guerra Fria, Guerra do Golfo, Guerra contra o terrorismo, entre tantas outras, ainda não aprenderam que a Guerra não resolve nada, a não ser os interesses sórdidos dos grandes produtores de armas , que não se preocupam com o grande derramamento de sangue na sociedade moderna.

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