quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Repressão a dispensários de Maconha começam a gerar prejuízo na Califórnia

Se Barack Obama usou o intenso ataque do governo federal aos dispensários de Maconha na Califórnia para retomar um pouco da sua popularidade, o tiro parece no entanto estar saindo pela culatra, pois a repressão federal vem abalado a indústria de bilhões de dólares, que surgiu na Califórnia – desde que os eleitores aprovaram o uso médico da droga em 1996- e consequentemente deixando de arrecadar um dinheiro considerável que poderia ser transformado em bens coletivos.

O pretexto usado pelo governo federal é que a lei classifica a posse e a venda de maconha como um crime grave e não concede exceções para uso médico, não reconhecendo portanto as propriedades medicinais da Cannabis.

A situação vem se alastrando e se tornando muito traumática para vários cidadãos, pois agentes federais acabam invadindo ou ameaçando confiscar a propriedade de dezenas de produtores e os dispensários de maconha e em alguns casos, estes produtores são considerados pelas autoridades locais como cumpridores da lei modelos.

Segundo alguns líderes da indústria dizem, a pressão do governo Obama poderia forçar o desmantelamento de algumas das cooperativas que oferecem maconha para mais de 750 mil californianos para fins terapêuticos. Dentro de poucos anos, centenas de coletivos, grandes e pequenos, acabaram enraizando-se no estado, pagando mais de US $ 100 milhões em impostos sobre suas vendas.

"As leis federais e estaduais existem nos universos paralelos", disse Thomas D. Allman, xerife do condado de Mendocino, em seu escritório em Ukiah. Ele resistente quando o assunto é o comércio ilegal de maconha, contudo, segundo ele, "o cultivo e o uso de maconha medicinal é um direito de um cidadão da Califórnia."

Em Oakland, a o maior dispensário do estado, a Harborside, vende maconha e produtos derivados para mais de 600 pessoas por dia, cobrando a partir de $ 25 a $ 60. A empresa é registrada perante o Estado como uma cooperativa sem fins lucrativos. A Harborside tem 95.000 pacientes-membros e 120 funcionários .Além de gerar 22 milhões dólares por ano é um dos 10 principais pagadores de impostos de Oakland.

Em outubro, a Receita Federal notificou o centro afirmando que considerava a Harboside uma organização de tráfico de drogas e criminal e portanto não poderia deduzir seu aluguel, salários,aconselhamento e outras operações como despesas comerciais. É cobrado da Harboside a quantia exorbitante de US $ 2,5 milhões referentes a impostos atrasados, o que destruiria a empresa, segundo DeAngelo, diretor-executivo da empresa.

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