terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A cultura indígena, deteriorada por uma proibição arbitrária


A maconha esteve ligada há várias gerações dos nossos ancestrais, há mais de 5.000 anos. Seja pelo seu efeito entorpecente, medicinal ou para utilização de suas fibras na indústria, é inegável que esta planta está no planeta para ajudar as nossas necessidades e não para criar uma guerra contra ele, como se é feito atualmente. 

O que mais me intriga nesta história de proibição é o fato de todas as vertentes supracitadas serem proibidas, além do que quando falamos em seu efeito psicotrópico, o Estado não pode de forma alguma achar que pode te proibir de fumar maconha. Este ato está ligado a uma liberdade individual, assim como beber, fazer sexo, entre tantas outras.

Para se ter uma ideia, várias tribos indígenas do Brasil cultivavam a maconha. E é justamente isso que trata este excelente documentário – que está postado abaixo- mostrando a relação dos Índios com as plantas. Para a cultura indígena, o poder da cura se encontra nas plantas e nas ervas, que são cultivadas por ele ou estão disponíveis na natureza.

O documentário conta a história de uma erva conhecida como “Dirijo”, que para nós é a tão conhecida maconha. O que para eles era uma erva de fins medicinais e para o entretenimento ao final do dia, se tornou algo proibido e demonizado. Naquela época, ainda a Maconha servia para os índios como itens de trocas para a sua própria sobrevivência, como por exemplo, peixes e outros produtos alimentícios. A maconha também era usada antes das atividades de rotina dos índios, como uma forma de purificação e concentração no trabalho.

A proibição da maconha fere não só uma liberdade de escolha do individuo, mas sim a liberdade religiosa, além de deteriorar uma parte da cultura indígena, que de forma alguma vê está planta como prejudicial, mas sim uma planta que os ajudavam no dia dia e na economia da tribo.


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