sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

E aí, maconha mata mesmo neurônios?

maconha mata neurônios?
Uma dos mais antigos argumentos dos proibicionistas é o tal de falar que maconha mata neurônio. Primeiramente devemos colocar as coisas no lugar, pois várias atividades normais do nosso cotidiano queimam neurônios, como ler, assistir tv, fazer exercício e isso faz parte do ciclo da vida. Logicamente essa queima de neurônios não é de forma exacerbada e nem prejudicial a saúde. Especificamente falando da maconha, nenhum estudo até o presente momento conseguiu de fato provar que o uso de maconha possa levar o individuo a desenvolver um quadro de demência ou algo tão danoso quando se fala que maconha queima neurônio.

O que se sabe até o momento é que a conversa de que maconha mata neurônios surgiu depois do movimento conhecido como “Reefer Madness”, no qual propagandas e filmes eram lançados em torno de demonizar a maconha, fazendo associações de usuários de maconha com mortes, assassinatos, loucura, demência e situações completamente fora dos padrões estabelecidos na época.

Foi neste tempo, que um estudo de quinta categoria, financiado por lideranças contra  a maconha e também a Igreja, tentou provar que o ato de fumar maconha faria com que danificasse as estruturas cerebrais em testes realizados com macacos. Contudo, o tiro saiu pela culatra pois o estudo além de mal feito era tendencioso, o que o levou a ser criticado em vários fóruns internacionais sobre medicina.

Por ironia do destino, testes realizados recentemente, revelaram que ao contrário do que os proibicionistas buscavam para demonizar a maconha, o que se foi observado é que sob a influência de maconha as células cerebrais dos macacos sofreram um aprendizado e não uma degeneração, como queriam supor os proibicionistas.

Para se ter ideia, um estudo recentemente sobre endocanabinoides supôs que o papel deles em cérebros mais velhos se alteram em diferentes funções e passam a ajudar a sobrevivência de neurônios mais antigos.

Em pacientes com a doença de Alzheimer, por exemplo, o THC pode proteger as células cerebrais contra a morte e reforçar os níveis perdidos do neurotransmissor acetilcolina que, quando reduzidos, contribuem para que a função mental de pacientes seja enfraquecida. A substância também suprime o efeito tóxico da proteína a-beta que, em casos de demência, pode matar neurônios e promover a secreção de um catalisador do crescimento neural, além de diminuir a liberação do glutamato (neurotransmissor excitatório) capaz de matar neurônios em casos de demência. O THC também possui ações antiinflamatórias e antioxidantes que protegem as células neurais do ataque do sistema imune.

3 comentários:

  1. Gu, eh assim: a equipe Planeta Maconha busca informacoes em diferentes fontes (em diferentes linguas) e compila/traduz/opina a conclusão.

    Gostou dos textos? Muito obrigado! Caso vc não gostou não precisa ler...

    Caso vc queira participar com informacao escrevendo para o blog, parceiros sao sempre bem vindos!!

    Obrigado e um bom weekend para vc.

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  2. Excelente. Informação é um remédio que sara a sociedade e, o que vocês estão fazendo é fornecer o remédio. O problema da maconha é a fumaça (monóxido de carbono) que impreguina as hemoglobinas, ocupando espaços destinados ao oxigênio, diminuindo assim, a distribuição do oxigênio no organismo.

    Eu fumo desde os treze anos e continuo com as minhas faculdades mentais afiadas e olha que eu fumo todos os dias.
    Gostaria de saber:
    Quantas gramas podemos fumar por dia?

    Parabéns pelo blog. Continuem assim, fornecendo informações com embasamento.

    Sucesso à todos.

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