quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Quem são os pacientes e quais as doenças mais tratadas pela maconha medicinal, na Califórnia?


Mesmo com a contínua repressão aos dispensários de Maconha da Califórnia, esta semana saiu o resultado de uma pesquisa apontando quem são os usuários de Maconha e para que doenças esses pacientes fazem terapia com a erva sagrada. O estudo foi realizado na cidade de Sant Cruz, no estado da Califórnia. Segundo o professor de sociologia autor do trabalho, 73 por cento dos usuários de maconha medicinal no estado são do sexo masculino e 62 por cento são brancos.

Comparados com os dados do censo dos EUA para a Califórnia, os pacientes de maconha medicinal são em média um pouco mais jovens, tendo um pouco mais de educação formal, além de estarem mais frequentemente empregados do que a população em geral.

A condição mais comuns para que os médicos recomendassem a maconha medicinal era a dor no pescoço, representando mais de 30 por cento das recomendações. Também entre os cinco primeiros: distúrbios do sono, ansiedade / depressão, espasmos musculares e artrite.

Metade dos entrevistados disseram que estavam usando maconha como um substituto para a medicação prescrita, e quase 80 por cento disseram que tentaram medicação por prescrição antes de procurar uma recomendação de maconha. “Muitos pacientes de maconha medicinal apontaram para um desejo de reduzir sua dependência a analgésicos à base de opiáceos”

As maiorias dos usuários de maconha medicinal possuem dor crônica, sendo que a condição médica pode variar, se é HIV, esclerose múltipla, uma cirurgia nas costas ou algum outro evento traumático que causa a dor crônica.

Usuários de maconha medicinal também relataram menores taxas de uso de drogas, incluindo álcool, cocaína metanfetamina e heroína. Cerca de 41% dos pacientes disseram que não se utilizaram da maconha para fins recreativos antes de obter uma prescrição médica.

Contudo, mais pesquisas ainda precisam ser feitas, para tentar responder o porque a população mulheres, latinos, e asiáticos-americanos não fazem na mesma proporção o uso da chamada maconha medicinal. Talvez, no caso das mulheres, elas ainda sintam um estigma gerado pela sociedade, além de que as mulheres de idade fértil tendem a se preocupar com o risco do uso de maconha durante a gravidez.

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