sábado, 31 de dezembro de 2011
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Ativistas protestam contra os novos projetos do governo holandês, em relação à Maconha
Após 35 anos de tolerância com a Maconha, o governo holandês
vem sofrendo um verdadeiro retrocesso na sua política de drogas. Isto, porque o
governo quer impedir o chamado turismo de drogas. As novas regras incluem que
os coffe shops, só poderão vender maconha para holandeses e aqueles que estão
cadastrados em um clube privado de Cannabis.
A medida que já é adotada por algumas cidades do sul da
Holanda, vem causando um verdadeiro bafafá, no país, uma vez que a divergência
de opinião é o que mais se encontra, quando falamos deste tema. Para os
ativistas, o principal prejuízo para a Holanda seria a criação novamente do
mercado negro da maconha, visto que com a proibição, os jovens terão que buscar
maconha nas mãos do traficante.
Um outro argumento muito plausível dos ativistas é que mesmo
que as pessoas tenham que se cadastrar para poder comprar maconha em um clube
privado, o projeto já esta fadado ao fracasso, uma vez que o governo holandês
pretende classificar as maconhas com a concentração de mais de 15% de THC, como
uma droga pesada. No entanto, vale a pena lembrar que o THC é uma substância na
qual o nosso organismo cria uma certa tolerância. Com o passar dos anos, ainda
mais se for um usuário crônico, maconhas com concentração inferiores a 15% não
surtem muito efeitos nestes tipos de usuário, fazendo com que esta classe não
tenha vantagem em ser sócio de um clube privado de maconha, já que pelas novas
regras, estes estabelecimentos não poderiam vender as chamadas “hard Cannabis”.
A questão é que caso a Holanda realmente esteja disposta a
cometer este retrocesso, com toda a certeza eles vão ter mais uma vertente para
cuidar no bilionário universo das drogas.
Mesmo com a proibição, maconha sintética continua sendo vendida
Quando se fala que a proibição é ineficaz e que faz com que
aumente a variedade de drogas disponíveis no mercado, muitas pessoas não
acreditam, no entanto a prova cabal disto acaba de acontecer nos Estados Unidos.
Vocês devem lembrar que alguns meses atrás, depois de mortes por uso de maconha
sintética, muitos estados americanos proibiram o uso e a venda das mesmas, como
por exemplo a marca “spice”. No entanto, depois destes meses de proibição, o
que se notou foi que os produtores de ervas e destes similares, alteraram um
pouco a sua fórmula, apenas para driblar a lei e a fiscalização. Resultado de
tudo isso é que novamente nas prateleiras das lojas, os cidadãos encontram
facilmente a chamada Maconha sintética.
Não sei se todos tem tal conhecimento, mas quando se trata
de drogas sintéticas é praticamente impossível proibir a sua fabricação. Os elementos
químicos podem se juntar ou podem ser induzidos, transformando-se em diferentes
tipos de compostos, mas que causam efeitos similares às drogas famosas e
proibidas. Exemplo claro disto são as pastilhas similares de MDMA, que possuem
o mesmo efeito do Extasy e que são vendidas por toda a Europa como balas energéticas
de festa.
Segundo pesquisas, a Spice –que é vendida como incenso de
ervas- é utilizada para que as pessoas fiquem chapadas, sendo que a maconha
sintética já ocupa a segunda posição em droga mais utilizada entre alunos das
escolas, perdendo apenas para a própria maconha natural.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Conheça as propriedades medicinais da Blue Widow
Um dos fatos defendidas no Planeta Maconha insistentemente são as propriedades medicinais da maconha .
Mesmo que muitos insistem em não ver este lado humanitário, em muitos lugares,
onde já se abriu os olhos para a verdade, a maconha é usada para diferentes
fins terapêuticos, desde dores crônicas à pacientes terminais, que só querem um
pouco de conforto e um pouco de alívio neste momento tão difícil.
Como no Brasil até pouco tempo se falar em maconha, parecia
que estávamos falando a favor do Hezbollah, criamos esta seção das propriedades
medicinais da maconha, no qual apresentamos os mais famosos strains que estão disponível
no mercado canábico.
Na seção de hoje vamos falar da variedade Blue Widow que tem
uma perfeita combinação de sabor, aparência e força. Esta planta é um hibrido,
com uma perfeita combinação de duas variedades famosíssimas nos coffe shops
holandeses: uma mãe Blueberry e um pai White widow. Outra característica
marcante desta variedade são a grande produção de resina e também a safra que é
bem satisfatória. Quando cultivada em exterior ela pode atingir até 3 metros de
altura e a safra proporcional ao tamanho.
Os camarões desta variedade ficam muito densos nas ultimas
duas semanas do florescimento e um cuidado especial com a ventilação quando
cultivada indoor e a umidade, quando cultivada em outdoor deve ser redobrado
para prevenir mofos. O florescimento desta genética se estende durante o
período de 7 a 8 semanas e possui uma concentração de THC que varia de 12 a 16
%.
A Blue Widow é uma maconha usada para fins medicinais,
quando estamos falando de pacientes que sofrem de muita ansiedade, stress e até
em casos de depressão. Os principais efeitos desta planta são euforia e muita
felicidade.
Usuários da Blue Widow são declaradamente apaixonados com
este excelente strain, muito devido a sua intensa onda, que é muito proveitosa seja
para fins recreacionais ou para casos mais sérios, como são os dos pacientes
medicinais da maconha.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Por que a PM invade Igreja Rastafari, mas não liga para cultos do Daime?
Na constituição brasileira, que não costuma sem cumprida
pelas autoridades, está escrito que todo o cidadão brasileiro tem direito a ter
liberdade religiosa e de crenças, para que ele possa exercer tais praticas sem
que seja incomodado por terceiros. Contudo, o que se vê atualmente não é bem
isso. Na semana passada, por exemplo, novamente a polícia invadiu a Igreja do
irmão Geraldinho Rastafari, levando suas oferendas e desrespeitando todo aquele
local que cultua as tradições Rastafari. Ontem, foi a vez de um homem de 68
anos, morador do município de Jequiriça, Bahia, ser preso pela polícia e
indiciado por tráfico de drogas, isto, porque o homem que se diz curandeiro,
cultivava em casa 4 pés de maconha, para fins terapêuticos, já que o idoso
confirmou que tomava chá advindo da maconha.
Segundo informações da Polícia Militar, a droga - quatro pés
de maconha, três deles medindo de 50 cm a 1 m de altura - foi apreendida
durante uma abordagem de rotina.
Sem documentos, o homem dizia não se lembrar do nome
completo e teve a identidade revelada pela irmã, que se apresentou na
segunda-feira, (26), na delegacia local.
Borges foi preso em flagrante e autuado por tráfico de
drogas. Será submetido a exames de identificação criminal e ficará á disposição
da Justiça. A droga foi encaminhada para perícia, que é um procedimento padrão,
segundo a Polícia Militar do Estado.
O que mais me intriga nestas situações, é a verdadeira
perseguição do Estado contra os Rastafaris e os adoradores da Maconha. Afinal,
o rastafarianismo não é a única seita que se utiliza de algo alucinógeno para
manter viva as suas tradições e suas crenças. Exemplo claro disso são as
inúmeras Igrejas que cultuam o Daime. Eu fico me perguntando, por que o Daime
não é perseguido? Será porque faz parte de uma seita de elite, que engloba
artistas globais e pessoas da alta sociedade, que sequer tem o caráter de dizer
que gostam sim de alterar a sua consciência?
A verdade é que tudo não passa de uma hipocrisia, pois eu,
como já tive a oportunidade de experimentar
os dois, digo fielmente que não
existe maconha no mundo que chegue aos pés do poder alucinógeno da Ayauhasca. Aliás,
não vi apenas pessoas sob efeito alucinógeno do Daime, mas sim pessoas com
diarreias fortíssimas e verdadeiras crises neuróticas. Mas, como se trata de
uma coisa de elite, o país racista e hipócrita, como o Brasil, é preferível atacar
as classes pobres, para mostrar serviço. Como sempre, né Brasil?
Sinead O'Connor se separa após 18 dias de casamento por causa da Maconha
Apenas 18 dias após se casarem em Las Vegas, Sinead
O'Connor, 45, vai se separar de Barry Herridge. O anúncio foi feito no site da
cantora.
"Queridos amigos, eu tive razões que vocês todos vão
entender, para querer que isso fosse um assunto privado. Mas me disseram hoje
que isso iria vazar nos próximos dias apesar dos meus esforços. Então eu
preciso vazar as informações eu mesma para que seja a versão certa",
escreveu.
Segundo ela, o motivo foram certas pessoas na vida de seu
marido e porque ela quis fumar maconha no dia do casamento.
"Três horas após o fim da cerimônia o casamento foi
atrapalhado pelo comportamento de certas pessoas na vida do meu marido. E
também para um dia mais selvagem eu fiz com que a gente procurasse um pouco de
maconha para eu fumar no dia do casamento, já que eu não bebo. ",
escreveu.
"Meu marido ficou enormemente machucado e afetado por
essa experiência e também pela atitude de pessoas perto dele a respeito do
casamento. Ficou aparente para mim que se ele fosse ficar comigo ele perderia
demais para aguentar."
Sinead termina o texto elogiando o marido e pedindo desculpar
por não ser "uma mulher mais normal".
"Ele é um homem maravilhoso. Eu o amo muito. Desculpe
por não ser uma mulher mais normal. Eu sinceramente acredito, apesar de ser
difícil de admitir, que nós cometemos um erro em nos casarmos tão rápido. Por
razões altruístas nós não estávamos preparados para as consequências na vida do
meu marido e daqueles que vivem perto dele. Ele tem estado terrivelmente
infeliz e portanto eu acabei com o casamento. Eu acho que ele é bom demais para
fazer isso. E bom demais para ficar preso."
O'Connor, tem quatro filhos dos seus relacionamentos
anteriores com o produtor musical John Reynolds em 1989 e o jornalista Nicholas
Sommerlad em 2001. Em abril deste ano ela se separou de seu antigo colaborador,
Steve Cooney.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
A cultura indígena, deteriorada por uma proibição arbitrária
A maconha esteve ligada há várias gerações dos nossos
ancestrais, há mais de 5.000 anos. Seja pelo seu efeito entorpecente, medicinal
ou para utilização de suas fibras na indústria, é inegável que esta planta está
no planeta para ajudar as nossas necessidades e não para criar uma guerra
contra ele, como se é feito atualmente.
O que mais me intriga nesta história de
proibição é o fato de todas as vertentes supracitadas serem proibidas, além do
que quando falamos em seu efeito psicotrópico, o Estado não pode de forma
alguma achar que pode te proibir de fumar maconha. Este ato está ligado a uma
liberdade individual, assim como beber, fazer sexo, entre tantas outras.
Para se ter uma ideia, várias tribos indígenas do Brasil
cultivavam a maconha. E é justamente isso que trata este excelente documentário
– que está postado abaixo- mostrando a relação dos Índios com as plantas. Para
a cultura indígena, o poder da cura se encontra nas plantas e nas ervas, que
são cultivadas por ele ou estão disponíveis na natureza.
O documentário conta a história de uma erva conhecida como “Dirijo”,
que para nós é a tão conhecida maconha. O que para eles era uma erva de fins
medicinais e para o entretenimento ao final do dia, se tornou algo proibido e
demonizado. Naquela época, ainda a Maconha servia para os índios como itens de
trocas para a sua própria sobrevivência, como por exemplo, peixes e outros
produtos alimentícios. A maconha também era usada antes das atividades de
rotina dos índios, como uma forma de purificação e concentração no trabalho.
A proibição da maconha fere não só uma liberdade de escolha
do individuo, mas sim a liberdade religiosa, além de deteriorar uma parte da
cultura indígena, que de forma alguma vê está planta como prejudicial, mas sim
uma planta que os ajudavam no dia dia e na economia da tribo.
Washington estuda pedido para maconha medicinal ser usada em pacientes com transtorno obsessivo compulsivo
Os ataques aos dispensários de Maconha Medicinal, liderado
pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, parecem a cada dia perder
força. Ao contrário disso, a Maconha Medicinal segue firme na batalha contra o
preconceito das pessoas. O Estado de Washington, que tem amplamente sua
população favorável à maconha medicinal, está analisando um pedido, para que a
maconha medicinal seja usadas em pessoas com déficit de atenção e transtorno
obsessivo compulsivo.
Três outras petições, para a depressão e outros distúrbios
de saúde mental, anteriores a esta, foram negadas. Maconha medicinal tem sido
legal no estado de Washington desde 1998, mesmo com as divergências da atual
legislação.
A lei permite que os pacientes com terminal ou condições
debilitantes para o uso da maconha. o câncer, HIV, esclerose múltipla, glaucoma
e "dor intratável." Também inclui anorexia, como uma doença que
resulta em náuseas, vômitos.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Conheça um pouco mais sobre os Rastafáris
Respeito ao próximo é uma das principais coisas para que se
conviva sem conflitos em sociedade. É bem verdade que muito dos
desentendimentos que acontecem hoje em suma, acontecem por algum preconceito ou
algum tipo de intolerância.
O respeito sempre foi uma palavra disseminada pelos rastafáris,
que em sua crença proclama Hailê Selassiê I, imperador da Etiópia, como a
representação terrena de Jah (Deus). Este termo advém de uma forma contraída de
Jeová, encontrada no salmo 68:4, na versão da Bíblia do Rei James, e faz parte
da Trindade sagrada. O termo rastafári tem sua origem em Ras
("príncipe" ou "cabeça") Tafari ("da paz")
Makonnen, o nome de Hailê Selassiê antes de sua coroação[1].
O movimento surgiu na Jamaica entre a classe trabalhadora e
camponeses afro-descendentes em meados dos anos 20, iniciado por uma
interpretação da profecia bíblica em parte baseada pelo status de Selassiê como
o único monarca africano de um país totalmente independente e seus títulos de
Rei dos Reis, Senhor dos Senhores e Leão Conquistador da Tribo de Judah, que
foram dados pela Igreja Ortodoxa Etíope.
Nesta levada, o Planeta maconha mostra a vocês um pequeno
documentário realizado feito pelo músico independente e defensor da erva,
Márcio Dabluieme, no qual entrevista o também músico e angolano Pupa Kânda,
nascido na região de Malange, conhecida no país africano como a capital da
Diamba (Maconha).
Pupa revela que já é adepto à filosofia Rastáfari há cerca
de duas décadas, com uma profunda inclinação na busca espiritual. O
documentário serve muito para aqueles, que mesmo eventualmente não concordando
com os argumentos apresentados, possam pelo menos fazer uma reflexão sobre os
direitos individuais, liberdade de escolha e religiosa, entre outros aspectos
que deveriam ser pelo menos respeitados pela legislação e pelos conservadores.
domingo, 25 de dezembro de 2011
Quem são os traficantes? (Por Erik Torquato)
O artigo 28, da lei 11343/06 define toda a conduta do usuário, Art.28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: no entanto, milhões de jovens usuários são autuados todos os dias como traficantes, superlotando assim as carceragens do Brasil inteiro.
E com base em quais condições que uma pessoa será enquadrada como usuário ou traficante? Essa resposta é mais complexa que pode se imaginar. No parágrafo segundo do mesmo artigo temos a seguinte descrição: §2o Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos antecedentes do agente.
Porém, o tipo descreve a conduta do traficante como sendo aquele que: Art.33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:
Percebam que em matéria de Direito Penal, é inadmissível que se façam analogias ou interpretações extensivas para qualificar uma conduta como sendo crime, porém, os juízes estão extrapolando nesses aspectos e promovendo uma verdadeira invenção normativa na hora de aplicarem a lei.
Tomando por base a figura do Grower, que é aquele que para seu próprio consumo planta sua própria cannabis, a não ser que ele forneça ou pratique com o intuito de fornecer qualquer dos verbos do artigo 33, essa pessoa jamais poderá ser incriminada por tráfico. Mas não é isso que acontece.
O plantio para consumo é capitulado no artigo 28, § 1o Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica. Porém, por vezes os usuários que decidem plantar para seu próprio uso, são considerados como traficantes, pelo simples fato de terem uma meia dúzia de pés de maconha em sua casa.
Essa é a realidade de quem enfrenta o proibicionismo e faz valer o seu direito de plantar para o próprio consumo sabendo estar infringindo uma norma de menor potencial ofensivo, no caso, o art.28, que o qualifica como usuário. Mas o judiciário, a polícia, a mídia, e todos os setores conservadores da sociedade preferem ignorar a lei e fazem justiça com as próprias razões. Aproveitam-se da fragilidade do parágrafo 2ª, que deixa uma margem de grande incerteza de qual é a circunstância, quantidade, condição pessoal e social do agente que são determinantes para o caso de tráfico e qualificam usuários como traficantes.
Portanto, como a lei permite tamanha zona de incerteza, e delega ao juiz que o mesmo determine com base em parâmetros imprecisos quem é o traficante, essa resposta na maioria das vezes apenas traduz o preconceito em relação à droga examinada, em relação ao local do fato, (favela ou bairro nobre), circunstâncias sociais e pessoais, (rico ou pobre, branco ou preto, trabalhador ou estudante, etc), conduta e antecedentes, (ativista, religioso, ex-presidiário, etc.) que em nada se coaduna com os princípios e garantias constitucionais previstos em nossa legislação. E assim são julgados os considerados inimigos da sociedade. Que sem nenhuma prova de que são traficantes são presos apenas com base numa decisão de um preconceituoso juiz, que de sua cadeira e com base em informações imprecisas, e, em uma lei preconceituosa e má elaborada aplica uma pena de 5 a 15 anos de prisão ao infeliz do condenado.
Assim, caso você seja uma “grower”, procure ficar atento aos conceitos e preconceitos que militam a favor e contra você, por exemplo, se você é pobre, já está encrencado, se você não trabalha, se você mora em uma área pobre, essas circunstâncias podem te levar a condição de traficante, mesmo com apenas um ou dois pezinhos mais um ou outro clone (mudas de maconha).
No entanto, se você é um grower abastado, morador de bairro nobre, de família rica, fique mais tranqüilo, pois por mais que você venda sua ganja para toda a galerinha do Play, dificilmente serás enquadrado como um traficante inimigo da sociedade, por mais que tenha vinte pés de maconha no quarto de empregadas. Essa lei não foi feita para prender você, isso fica bem claro no § 2ª da lei.
Essa é a dura realidade de quem além de ser pobre resolve lutar contra a lei mais preconceituosa que existe no Brasil.
E com base em quais condições que uma pessoa será enquadrada como usuário ou traficante? Essa resposta é mais complexa que pode se imaginar. No parágrafo segundo do mesmo artigo temos a seguinte descrição: §2o Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos antecedentes do agente.
Porém, o tipo descreve a conduta do traficante como sendo aquele que: Art.33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:
Percebam que em matéria de Direito Penal, é inadmissível que se façam analogias ou interpretações extensivas para qualificar uma conduta como sendo crime, porém, os juízes estão extrapolando nesses aspectos e promovendo uma verdadeira invenção normativa na hora de aplicarem a lei.
Tomando por base a figura do Grower, que é aquele que para seu próprio consumo planta sua própria cannabis, a não ser que ele forneça ou pratique com o intuito de fornecer qualquer dos verbos do artigo 33, essa pessoa jamais poderá ser incriminada por tráfico. Mas não é isso que acontece.
O plantio para consumo é capitulado no artigo 28, § 1o Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica. Porém, por vezes os usuários que decidem plantar para seu próprio uso, são considerados como traficantes, pelo simples fato de terem uma meia dúzia de pés de maconha em sua casa.
Essa é a realidade de quem enfrenta o proibicionismo e faz valer o seu direito de plantar para o próprio consumo sabendo estar infringindo uma norma de menor potencial ofensivo, no caso, o art.28, que o qualifica como usuário. Mas o judiciário, a polícia, a mídia, e todos os setores conservadores da sociedade preferem ignorar a lei e fazem justiça com as próprias razões. Aproveitam-se da fragilidade do parágrafo 2ª, que deixa uma margem de grande incerteza de qual é a circunstância, quantidade, condição pessoal e social do agente que são determinantes para o caso de tráfico e qualificam usuários como traficantes.
Portanto, como a lei permite tamanha zona de incerteza, e delega ao juiz que o mesmo determine com base em parâmetros imprecisos quem é o traficante, essa resposta na maioria das vezes apenas traduz o preconceito em relação à droga examinada, em relação ao local do fato, (favela ou bairro nobre), circunstâncias sociais e pessoais, (rico ou pobre, branco ou preto, trabalhador ou estudante, etc), conduta e antecedentes, (ativista, religioso, ex-presidiário, etc.) que em nada se coaduna com os princípios e garantias constitucionais previstos em nossa legislação. E assim são julgados os considerados inimigos da sociedade. Que sem nenhuma prova de que são traficantes são presos apenas com base numa decisão de um preconceituoso juiz, que de sua cadeira e com base em informações imprecisas, e, em uma lei preconceituosa e má elaborada aplica uma pena de 5 a 15 anos de prisão ao infeliz do condenado.
Assim, caso você seja uma “grower”, procure ficar atento aos conceitos e preconceitos que militam a favor e contra você, por exemplo, se você é pobre, já está encrencado, se você não trabalha, se você mora em uma área pobre, essas circunstâncias podem te levar a condição de traficante, mesmo com apenas um ou dois pezinhos mais um ou outro clone (mudas de maconha).
No entanto, se você é um grower abastado, morador de bairro nobre, de família rica, fique mais tranqüilo, pois por mais que você venda sua ganja para toda a galerinha do Play, dificilmente serás enquadrado como um traficante inimigo da sociedade, por mais que tenha vinte pés de maconha no quarto de empregadas. Essa lei não foi feita para prender você, isso fica bem claro no § 2ª da lei.
Essa é a dura realidade de quem além de ser pobre resolve lutar contra a lei mais preconceituosa que existe no Brasil.
Erik Torquato é acadêmico em Direto pela UERJ
sábado, 24 de dezembro de 2011
Feliz Natal e um Ano Novo LEGALIZE!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Eleitores de Washington devem legalizar a Maconha no próximo ano
Apesar dos recentes e insistentes ataques aos dispensários
de Maconha Medicinal, pelo governo Barack Obama, os eleitores do Estado de
Washington querem que a Maconha seja LEGALIZADA e poderão ter esta nova
oportunidade em novembro do próximo ano, que já está chegando, através da
Iniciativa 502. Segundo informações do grupo que criou a Iniciativa 502, já
estão asseguradas 241.153 necessárias para que a “iniciativa “ seja colocada em
votação.
Contudo, segundo especialistas no caso, a lei, que deve
mesmo ser aprovada, não vai fazer muita diferença ao que realmente acontece
atualmente em Washington. A diferença é que caso aprovada, a lei vai legalizar
a maconha para maiores de 21 anos de idade e colocar o Estado no comando de
licenciamentos para regular a substância. O intuito desta nova lei é também
fazer com que se retire as diversas proibições estaduais da Cannabis, assim
criando um sistema tributário em torno dessa indústria de bilhões.
Esta medida retiraria do Estado proibições contra a produção, processamento e
venda de maconha, sujeitos a licenciamento e regulamentação por parte do comitê
de controle de bebidas alcoolicas; permitir a posse limitada de maconha por
pessoas com idades entre 21 e mais, além de impor impostos sobre o consumo de
25% no atacado e nas vendas no varejo de maconha. Leis que proíbem a condução
sob a influência seria alterado para incluir limiares máximos de concentração
sanguínea THC.
Porém, nem tudo são flores, pois esta nova lei em que os
cidadãos do estado de Washington querem colocar em vigor, não os protege das
invasões federais, já que ela escrita como está, não consta nenhuma defesa em
relação as arbitrariedades do governo federal. Afinal, mesmo que ela esteja
funcionando perfeitamente, nada impede do governo federal dizer que a maconha é
ilegal e ponto final.
Inevitavelmente neste momento vem a pergunta: Como legalizar
uma substância em que o governo federal é terminantemente contra? Nos Estados
Unidos, poderiam, por exemplo, ser adotadas as mesmas medidas que se adotaram quando
o álcool era proibido, que consistia em
se apoiar no fato de que sem uma lei especifica , o governo federal precisava
cada vez mais dos seus agentes federais para realizar as prisões, cada vez mais
improprias e repudiadas pela população, até que conseguiram o que queriam e
atualmente se pode ingerir álcool tranquilamente.
Atual política de repressão canadense vem trazendo muitos prejuízos ao país
Os efeitos colaterais da proibição da maconha vêm sendo
sentida abundantemente no Canadá. O país que sempre teve posições liberais está
sofrendo um intenso choque de culturas, principalmente pela pressão dos Estados
Unidos para que o país vizinho continue com a guerra contra a Maconha. Apesar
dos canadenses terem investido bilhões de dólares em expansões de
penitenciárias, os investimentos parecem não surtirem efeitos e as pessoas do
país já começam a perceber o fracasso desta guerra.
Atualmente não só no Canadá, mas em muitos países, os jovens
tem acessos muito mais fácil e rápido à maconha do que álcool e tabaco, e com a
proibição, quem tem levado vantagem é o crime organizado, que vem a cada dia
conseguindo lucrar mais dinheiro, porém tornando alguns bairros do Canadá uma
verdadeira zona de guerra, pelo comando do narcotráfico.
Segundo um cidadão canadense, desde 1908, quando o Canadá
aprovou a Lei Anti-Opium, eles tiveram um século de experiência para saber que
uma abordagem que enfatiza a proibição e inclina-se pesadamente na aplicação da
lei e prisão, com toda a certeza não tem como dar certo.
Líderes cívicos estão preocupados com o aumento da
violência. A situação vem chamando a atenção, já que o Canadá é um país
pacífico, a ponto de alguns ex-prefeitos de Vancouver pedirem uma outra
alternativa para tratar o caso da Maconha.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Você é apreciador da variedade Kush? Confira aqui a história dessa excelente variedade
Você é um dos apreciadores da variedade “Kush”? Pois se a
resposta for sim, creio que este post vai ser de seu agrado. Para começar,
vamos nos retroceder até as origens desta variedade, que tem este nome devido a
sua origem nas fronteiras do Paquistão e do Afeganistão, uma região sempre
marcada por muita violência e guerra, mas também pela produção e consumo de
Maconha e Haxixe. Segundo consta na história, as montanhas do Himalaia ou os
vales férteis, situados na região conhecida como Hindu Kush, possuem um clima
ideal para o crescimento da Cannabis, o que proporcionou a agricultores da
região, a conseguirem uma qualidade quase inigualável de haxixe.
As cepas Afegãs foram trazidas para a América do Norte
devido a viajantes e exploradores da época, que ao chegarem de viagem, semearam
algumas sementes de Kush, Skunk e Afegã. Contudo, em 1973, cedendo as pressões
norte-americanas, o até então recém presidente do Afeganistão, declarou que o
uso, a produção e a venda de haxixe seria ilegal. Mais tarde este presidente
foi deposto por comunistas afegãos e a situação de guerra continua infelizmente
até hoje.
O Haxixe Afegão foi muito apreciado por líderes de vários
países, principalmente os mais velhos. Devido a genética indica da Kush, com
sua floração mais curta e a necessidade de menos exposição a raios solares,
permitiu que a planta fosse cultivada até o Alasca, o que ajudou e muito na proliferação
da espécie.
As variedades Kush nasceram realmente para vencer! Há muitos
anos ficam evidente a sua grande potência e sabor, não é atoa, que durante
longos anos as variedades Kush sempre ganharam muitos prêmios em competições
canábicas internacionais. Tanto, que enquanto as variedades da família Haze
dominam as categorias de maconhas sativas do concurso, as Kushes dominam a
categoria indica. Para se ter uma ideia, as cepas de Kush são tão boas, que
servem de base genética para outras variedade, como a famosa White Widow, Sensi
Star e AK-47.
Alguns criadores de sementes afirmam que uma das melhores
maneiras de se conseguir boas notas de juízes exigentes é sem dúvida alguma
usar uma genética carregada de maconha Afegã, na sua herança.
Para se ter uma ideia, a Hindu Kush, é uma variedade indica
clássica, com um aroma definitivo e muito refinado. As folhas desta variedades
são longas, escuras e de muitas ramificações, sendo de fácil cultivo para
jardineiros experientes e também aqueles que não tem tanta prática assim.
Não podemos esquecer da Burmese Kush, conhecida
carinhosamente nos coffe shops holandeses como “Buku”, uma cepa das mais resinosas
que se encontra no mercado, sendo excelente para a extração de haxixe, ou
apenas para curtir uma “onda” boa.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Problemas com Spider Mites? Confira aqui como tratar estes ácaros.
Sabemos que o número de ácaros que causam danos aos mais variados tipos de cultura são bem menores que as espécies de insetos, no entanto isso não quer dizer que eles sejam danosos. Ao contrário disso são uma verdadeira praga, que pode destruir todo um jardim ou sua plantação de maconha.
Uma das espécies de ácaros que mais danos causam às plantas cultivadas é entre nós conhecida como “ácaro rajado”, cujo nome científico é Tetranychus urticae Koch. Esse mesmo ácaro recebe nomes comuns diferentes em distintos países. Nos Estados Unidos é conhecido como “ácaro de duas manchas” (two-spotted spider mite); na Inglaterra é conhecido como “ácaro tetraniquídeo vermelho” (red spider mite) e na França, como “ácaro tetraniquídeo amarelo comum” (acarien jaune commun). Em todos os casos, os nomes comuns regionais são dados em função da cor apresentada pelo ácaro durante certa fase de sua vida. Os termos usados no Brasil, Estados Unidos e França se referem aos padrões de coloração que o ácaro apresenta durante sua fase ativa, quando se movimenta e se alimenta das plantas.
O ácaro rajado é encontrado em um grande número de países, desde as regiões tropicais até as regiões temperadas, tanto em casas-de-vegetação como no campo. Nas regiões mais frias, passam o inverno em hibernação na fase adulta. Esse ácaro, já foi relatado em mais de uma centena de espécies de plantas, muitas das quais de importância econômica.
Já demonstrado quem é o nosso inimigo, perguntamos: e se minha plantação for invadidas por Spider Mite, o que fazer? Antes de entrar em desespero, lembre-se que para tudo se tem um remédio. No caso destes ácaros, o grower pode seguir os seguintes passos:
1ª- Catação Manual: mesmo sendo um método enjoado e que exige muita paciência, a catação é bem eficaz, pois você consegue destruir os “ovos” do ácaro e com as teias que estão na parte posterior das folhas. Pode-se também conseguir ótimos resultados esfregando-se algodão ou algo do tipo, embebecido em água com alho, manualmente folha a folha.
2ª – Existe uma mistura caseira - alho + fumo de corda + pimenta do reino moída - tudo misturado com água, coado e esborrifado na planta - esta mistura fácil de fazer ajuda bastante e apesar dela não acabar por completo com os Spider Mite, é uma ótima opção, pois controla a população do mesmo, a ponto que estes não coloquem em risco o desenvolvimento das plantas.
3ª – Pode-se usar alguns venenos próprios para matar Spider Mite, que são encontrados em floriculturas, no entanto esta a meu ver é uma das piores soluções, já que o melhor seria um cultivo sem este tipo de substâncias.
Alguns de vocês poderiam estar se perguntando sobre a utilização de enxofre. Algumas receitas indicam 7,5 g de enxofre, para um litro de água, no entanto, vale a pena ressaltar, que como dito já pela EMBRAPA, este tipo de tratamento já se tornou obsoleto, visto que as spider mites não são tão frágeis atualmente a esta substância.
Impasse sobre Maconha Medicinal ganha novos contornos no Canadá
O debate sobre a Maconha Medicinal no Canadá a cada dia
ganha contornos emocionantes. Steve Outhouse, porta-voz do Ministro da Saúde,
disse neste início de semana que o sistema implantado para Maconha Medicinal no
país está vulnerável a golpistas e traficantes. O alarde se tornou maior,
depois de denúncias que a venda de maconha ilegal e atividades fraudulentas
tinham aumentado vertiginosamente.
“Estamos cientes que o sistema adotado tem falhas e que
ficam a mercê de atividades fraudulentas, no entanto estamos trabalhando para
mudar essa perspectiva”, afirmou Outhouse.
Segundo Othouse, entre os anos de 2008 e 2010 as aplicações da Health Canadá
para pacientes com artrite cresceu absurdamente em torno dos 2.400 %. O Ministro
da Saúde canadense, Leona Aglukkaq, propôs impedimento do governo explorar a
Maconha, incluindo uma maior educação aos médicos para prescreverem o
medicamento, sendo que então os pacientes teriam um lugar apropriado e central- terceirizado e sob vigilância- para conseguir a Maconha Medicinal, eliminando a sim o direito dos pacientes
plantarem a sua própria Maconha.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Por que não olhar a maconha pelos seus valores medicinais?
Os efeitos da maconha são causados por uma família de
compostos químicos que são chamados de canabinóides. Na maconha, foram computados
61 substâncias canabinóides, sendo o delta-9-tetrahidrocanabinol(THC), o
principal delas. Inegavelmente, durante os últimos anos, a Maconha começou a
ser olhada de outra forma, mesmo ainda sendo demonizada, os efeitos terapêuticos
da planta começaram novamente a ser olhados por uma parcela da sociedade.
Comprovado pela ciência, os efeitos terapêuticos da Maconha
são notados principalmente em casos de pacientes que sentem dores crônicas,
como a fibromialgia, artrite ou em tratamentos complementares à tradicional quimioterapia,
que tem um efeito colateral de causar muita náusea ao paciente.
Observa-se um grande ganho na qualidade de vida dos
pacientes quando são submetidos a terapias com maconha, pois os tratamentos
tradicionais ainda causam muitos efeitos colaterais nos pacientes. Exemplo
cabal é que em pacientes que se utilizam de opiáceos, como a morfina,
geralmente enfrentam problemas com inflamações gastrointestinais.
No caso específico do câncer, como supracitado, as fortes náuseas
vem acompanhando de muitos vômitos e uma vertiginosa perda de apetite, coisas
que podem ser tratadas mais eficazmente com a Maconha do que qualquer outra
substância que se tem relato na medicina ou na dominadora indústria
farmacêutica. Se utilizando da Maconha antes e depois das seções de
quimioterapia, os pacientes conseguem eliminar imediatamente estes efeitos
colaterais.
Contudo, quando se fala de Maconha e Câncer, a coisa mais
interessante que ainda sim é acobertada e tratada com desconfiança por muitos é
o fato dos canabinóides terem se mostrado eficiente contra alguns tipos de tumores,
como por exemplo, os do câncer de pele. Em experiências realizadas em animais,
os canabinoides conseguiram de fato reduzir as dimensões do tumor. Não é
novidade também os relatos que o mundo globalizado em sua grande parcela finge
não ver, sobre o milagroso óleo de haxixe disseminado por Rick Simpson, que ao
invés de lhe render elogios, o rendeu perseguições e julgamentos precipitados.
Mais do que discutir a questão do uso recreacional, em primeiro lugar, deveriam focar mais o debate em preservar vidas, e se a maconha é comprovadamente uma substância que trás alívio e cura para pacientes que sofrem de doenças tão graves, porque não deixar o preconceito de lado e começarmos a encarar a Maconha de uma outra forma?
domingo, 18 de dezembro de 2011
Cai em 13% os números de apreensões por posse de Maconha em NY
Esta semana lendo alguns sites internacionais, me deparei um
artigo que pergunta quantas prisões por posse de maconha são preciso para
cumprir a meta pre estabelecida pelo governo? Mesmo sem responder a pergunta ao
certo, já que no artigo não foi revelado o números exatos, o paralelo entre a
política adotada anteriormente e a atual política de prisões de maconha na cidade
de Nova Iorque tem a ver diretamente com as novas regras adotadas.
Desde que há dois meses o chefe da polícia de Nova Iorque,
soltou um memorando, no qual ele alertava que pessoas que foram pegas com
pequenas porções de maconha, desde que não estivessem fazendo o uso em público,
seriam passíveis de uma multa de 100 dólares, por ser uma contravenção.
Segundo um levantamento da Drug Policy Alliance, números mostram que
dentro da cidade de Nova Iorque, as prisões feitas por posse de maconha caíram
cerca de 13% e com toda certeza é um reflexo direto da nova política de tratamento
da maconha. A questão é que até em alguns lugares dos EUA já descobriram um
jeito mais eficiente de conviver com usuários de maconha a não ser a prisão,
chegou a hora de começarmos também a ver a situação de outra forma.
Observa-se com veemência, que em nenhum momento foi feito
vista grossa em relação ao consumo indevido da Cannabis e sim uma abordagem
mais humana, para que usuários não sejam confundidos com vendedores de Maconha.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Fronteira dos EUA é um paraíso para narcotraficantes
Apesar dos Estados Unidos cada vez mais financiar a guerra
contra as drogas e assim gerar mais violência do que de fato combater o tráfico
de drogas , um ponto fundamental vem sendo negligenciado pelos americanos, que
são justamente as suas fronteiras, que mais parecem um cenário de guerra, no
qual os carteis do narcotráfico avançam sem pudor, para que drogas como
Maconha, Cocaína e Heroína sejam vendidas para cidadãos norte-americanos.
Segundo a polícia responsável pelo setor de imigração, o
números de soldados que fazem a segurança na fronteira é insuficiente para
tanta demanda de trabalho. Contudo, o governo dos Estados Unidos parece mais
preocupado em barrar e prender imigrantes, que tentam atravessar a fronteira em
busca de uma vida melhor.
Para a polícia das fronteiras, dificilmente com este efetivo
atual eles darão conta de patrulhar os mais de 2.000 quilômetros de extensão da
fronteira, o que se torna um lugar propenso para que os narcotraficantes transportem
suas mercadorias.
Membros do cartel sabem que mesmo se um dos sensores de
movimento do solo pega seus movimentos, eles ainda têm uma grande vantagem.
Cada agente de patrulha é responsável por uma área considerável, sendo que ele
é apenas um homem com uma arma, contra vários bandidos.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
E aí, maconha mata mesmo neurônios?

Uma dos mais antigos argumentos dos proibicionistas é o tal
de falar que maconha mata neurônio. Primeiramente devemos colocar as coisas no
lugar, pois várias atividades normais do nosso cotidiano queimam neurônios,
como ler, assistir tv, fazer exercício e isso faz parte do ciclo da vida.
Logicamente essa queima de neurônios não é de forma exacerbada e nem
prejudicial a saúde. Especificamente falando da maconha, nenhum estudo até o
presente momento conseguiu de fato provar que o uso de maconha possa levar o
individuo a desenvolver um quadro de demência ou algo tão danoso quando se fala que maconha queima neurônio.
O que se sabe até o momento é que a conversa de que maconha
mata neurônios surgiu depois do movimento conhecido como “Reefer Madness”, no
qual propagandas e filmes eram lançados em torno de demonizar a maconha,
fazendo associações de usuários de maconha com mortes, assassinatos, loucura,
demência e situações completamente fora dos padrões estabelecidos na época.
Foi neste tempo, que um estudo de quinta categoria,
financiado por lideranças contra a
maconha e também a Igreja, tentou provar que o ato de fumar maconha faria com
que danificasse as estruturas cerebrais em testes realizados com macacos.
Contudo, o tiro saiu pela culatra pois o estudo além de mal feito era
tendencioso, o que o levou a ser criticado em vários fóruns internacionais
sobre medicina.
Por ironia do destino, testes realizados recentemente,
revelaram que ao contrário do que os proibicionistas buscavam para demonizar a
maconha, o que se foi observado é que sob a influência de maconha as células
cerebrais dos macacos sofreram um aprendizado e não uma degeneração, como
queriam supor os proibicionistas.
Para se ter ideia, um estudo recentemente sobre
endocanabinoides supôs que o papel deles em cérebros mais velhos se alteram em diferentes funções e passam a ajudar a sobrevivência de neurônios mais
antigos.
Em pacientes com a doença de Alzheimer, por exemplo, o THC
pode proteger as células cerebrais contra a morte e reforçar os níveis perdidos
do neurotransmissor acetilcolina que, quando reduzidos, contribuem para que a
função mental de pacientes seja enfraquecida. A substância também suprime o
efeito tóxico da proteína a-beta que, em casos de demência, pode matar
neurônios e promover a secreção de um catalisador do crescimento neural, além
de diminuir a liberação do glutamato (neurotransmissor excitatório) capaz de
matar neurônios em casos de demência. O THC também possui ações
antiinflamatórias e antioxidantes que protegem as células neurais do ataque do
sistema imune.
Segue o impasse sobre a Maconha Medicinal no Canadá
O Canadá é um país que ultimamente vem vivendo um verdadeiro
dilema sobre a Maconha Medicinal. Segundo informações do governo canadense, a
Maconha que até então era usada para fins terapêuticos, vem sendo explorada por
grupos criminosos, que se aproveitam da situação para tirar proveito no mercado
negro.
O governo, no entanto, quer implantar um regime
terceirizado, no qual empresas ficariam por conta das vendas do medicamento,
contudo, teriam que seguir regras rígidas para que seus negócios não fossem
multados ou fechados pela Health Canadá, que ficaria por conta da fiscalização
dura destes estabelecimentos.
Outro item que o governo promete aprovar é a continuidade de
pacientes poderem plantar sua maconha sob licença da Health Canadá e caso
alguém seja pego plantando maconha sem a devida licença, seria diretamente
encaminhado para a cadeia.
Mesmo que a situação siga em um impasse gigantesco, o que se
nota é que a maioria dos canadenses são a favor da legalização da maconha, indo
na contramão do pensamento do governo federal.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Relatório mostra que tribunais dos EUA não conseguem baixar os índices de reincidência por posse de drogas
Mesmo que os Estados Unidos insistam em manter a política de
repressão e de Guerra as drogas, cada dia mais as evidências mostram o quão é
prejudicial este tipo de política, além de fato não conseguir reduzir o consumo
e a venda de substâncias entorpecentes. Para se ter uma ideia, segundo um
estudo divulgado esta semana pelo governo federal dos EUA, apenas 18, dos 32
tribunais conseguiram efetivamente diminuir a taxa de reincidência de entre os
envolvidos em crimes, como por exemplo, posse de maconha ou qualquer outro tipo
de substância controlada pelo governo.
Segundo especialistas, este método do qual os EUA vem
seguindo e tentando mostrar ao mundo que é correto, apenas contribui para
aumentar vertiginosamente as taxas de pessoas que são encarceradas. Não podemos
esquecer que o país do Tio Sam possui a maior população carcerária do mundo, o
que prova cabalmente que prisão de longe não é a melhor solução para usuários
de drogas.
Para Daniel Abrahamson, diretor de assuntos jurídicos da
Drug Policy Alliance, apenas uma reforma das penas, acoplado com um investimento
abrangente em políticas de prevenção e educação, poderão efetivamente diminuir
o número de prisões relativas a utilização de drogas, uma vez que estes métodos
conservadores e proibicionistas a cada
dia se mostram mais ineficientes.
Abrahamson ainda lembrou que em muitas situações onde uma
pessoa vai presa pela utilização de drogas, raramente a cadeia vai ser benéfica
a ela. Ao contrário do que se pensa, e erroneamente, a cadeia não serve e não
dá apoio a nenhum usuário de droga, mas sim serve como uma ferramenta
propulsora para que o individuo fique ainda mais estigmatizado e acabe se
viciando ainda mais, já que não existe nenhuma penitenciária no mundo que
consiga efetivamente combater a entrada de drogas dentro de suas dependências.
Exemplo claro desta situação constrangedora são esses mesmos
tribunais americanos, que em situações de reincidência em relação a usuários de drogas, que vez ou
outra tem uma recaída no seu tratamento- que é uma situação completamente
normal, quando se trata de uma reabilitação por abuso de drogas- acabam sendo
punidos com pena de reclusão, fazendo com que o tratamento ainda fique mais difícil.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Você sabe como as redes sociais ajudam no ativismo canábico?
Se formos analisar a historia do mundo e de nós habitantes, vamos com toda certeza ver que vivemos em constantes transformações, acentuadas na passagem do século XX para o XXI, com o desenvolvimento da internet e a criação do ciberespaço, advindas das chamadas revoluções tecnológicas informacional, que está a todo momento reconfigurando o conjunto das sociedades humanas em todos os seus aspectos, implodindo barreiras de tempo e espaço, priorizando o imediatismo e colocando a informação como elemento central das articulações para desenvolver as atividades humanas.
A revolução das tecnologias influencia no método atual de vivermos em sociedade, nos tornando mais individualistas, assim participando de uma forma negativa para contribuir com um maior nível de desigualdade entre classes e grupos, aumentando também a violência, e porque não crises econômicas. Contudo, as chamadas novas tecnologias infinitamente trouxe mais vantagens para a sociedade em si, principalmente pelo o valor do imediatismo e do fluxo de informação que aumentou vertiginosamente.
Você pode estar se perguntando, o que isso tem a ver com maconha e o ativismo? Pois bem, tem muita coisa a ver, porque se formos analisar a questão com um cunho histórico, veremos que a partir do momento em que a humanidade começa a explorar o ciberespaço, percebe-se uma intensa mudança no que chamamos de produção de conteúdo. Com a criação do ciberespaço, o conteúdo produzido até então apenas por jornalistas e pessoas que trabalham diretamente com a Comunicação Social, começou a ser feito também pelos simples usuários da internet. Criou-se um novo conceito no qual o leitor deixou aquela figura passiva, para também se tornar ativa, recebendo e produzindo informação em tempo real, que são distribuídas a todo momento pelas conexões virtuais do ciberespaço.
Com esta nova perspectiva, o próximo passo foi o fortalecimento das mídias independentes e o maior aprofundamento do conceito de interatividade, que deu ainda mais voz para quem utilizava a rede. Neste instante, é que há um “boom” no que conhecemos como blogs, flogs e posteriormente as redes sociais, como twitter, Orkut, facebook, entre outros.
A criação e o fortalecimento das redes sociais fez com que estas se tornassem uma grande aliada para algumas parcelas da sociedade, como é o caso dos usuários de maconha. Primeiramente, os blogs permitiram que o movimento canábico crescesse absurdamente, fazendo deles uma forma de buscar informações sobre a maconha, totalmente fora daquele olhar conservador e pragmático que estamos acostumados a ver nos veículos de comunicação tradicionais. O facebook, Orkut, e outros cumprem o papel de grandes conectores, que servem como vias que fazem com que se estabeleça contato entre ativistas do norte a sul deste grande país chamado Brasil!
Como podemos perceber, a influência das novas tecnologias impulsiona o mundo na várias transformações que estamos sofrendo e como não poderia deixar de ser, também em prol da legalização da maconha. Porque não em tempos modernos, onde a informação é o principal aliado, começarmos a tratar o assunto com mais bases científicas e menos no senso comum?
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Dispensários de Maconha "escondidos" suprem a demanda de Maconha Medicinal no Canadá
Apesar de todo o impasse quanto aos Dispensários de Maconha
Medicinal que acontece no Canadá, uma atitude vem chamando a atenção de todos.
Trata-se de dispensários disfarçados, que ajudam a medicar os pacientes de
Maconha Medicinal, durante este período difícil, em que muitos dispensários de
maconha já foram fechados.
A “Montreal Compassion Club, é uma sociedade que apoia o
acesso à maconha medicinal e assim sustenta este dispensário, o qual eles
classificam como de “refugiados”, para atender a demanda dos pacientes que
tiveram que mudar de estabelecimento , devido aos ataques às farmácias.
Segundo a Associação, este é um dos 30 dispensários de Maconha que estão
espalhados por todo o Canadá, para atender cerca de 30.000 pacientes que fazem
terapia com a maconha. Estes dispensários “refugiados” adotam a tática de
servir apenas guloseimas com as dosagens específicas de maconha, para que assim
sejam evitados ataques do governo contra estes estabelecimentos que foram
remanescentes do último ataque.
A cozinha do dispensário produz uma gama de comestíveis, como óleo de coco e manteiga, brownies,
cookies e barras de granola, e o mais interessante é que tudo é preparado por
voluntários/pacientes.
Confira aqui a entrevista do vereador que causou polêmica ao assumir que fuma maconha
Vereador do município de Medeiros Neto pelo PMN, em seu
terceiro mandato, Cristiano Alves, o “Pintão”, causou polêmica ao admitir em
plenário que usa maconha há mais de 20 anos. Aos 37, o legislador foi
presidente da Câmara Municipal da cidade do extremo-sul da Bahia, com pouco
mais de 20 mil habitantes, no biênio 2009/2010. Em entrevista ao Bahia
Notícias, Pintão defendeu a regulamentação da maconha não apenas para o uso
recreativo, mas também para a utilização indústrial, em setores como o de
tecidos e combustíveis. “Maconha é que nem Bombril, tem 1001 utilidades”,
compara. Segundo ele, o clima do sertão nordestino é ideal para o cultivo de
cannabis sativa, e seria uma boa alternativa para incentivar a agricultura
familiar na região. Também prega pela maior discussão do tema de forma aberta,
sem “satanizar” a erva. “Quis entrar nesse mérito para dizer que quem fuma
maconha não é marginal. É pai de família, tem filhos, trabalha, estuda e pode ser
representante do povo”
Você usou a tribuna da Câmara de Medeiros Neto
para assumir que fumava maconha, um posicionamento que, ao menos pelo o que a
gente sabe, foi a primeira vez que um vereador fez publicamente na Bahia. Por
que você fez aquela declaração?
Pintão - Na verdade, desde que entrei na vida pública me
acusam de ser maconheiro, usando esse termo de forma pejorativa para
classificar o maconheiro como uma pessoa que não tem qualidade, que não teria
capacidade de estar ocupando o lugar que estou hoje na Câmara de Vereadores, já
no terceiro mandato. A minha defesa foi realmente assumir. Não negar para a
sociedade a minha vida particular, a minha vida interna, porque eu gosto de
fazer. Não foi apenas assumir por assumir. Fui acusado de forma pejorativa e então
quis entrar nesse mérito para dizer que quem fuma maconha não é marginal. É pai
de família, tem filhos, trabalha, estuda e pode ser representante do povo.
E como foi a repercussão disso em Medeiros
Neto?
Não gerou nenhum fato
polêmico ao meu trabalho porque, de certa forma, as pessoas de lá já sabiam
disso. Só faltava eu falar. Então, as pessoas acabaram entendendo. Algumas
partes mais conservadoras da população, como a igreja e tal, condenaram a
atitude. O resto da população que já me conhece, sabe quem eu sou e não mistura
os fatos.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Cânhamo Industrial: um conceito de sustentabilidade
Há mais de 2.000 anos a humanidade já se utilizava dos bens do Cânhamo para produção de fibras e acessórios feitos com a planta. Para se ter uma ideia, no ano de 1883, 70% do papel era produzido das fibras de Cânhamo, que fazia parte de uma importante indústria no século XIX. Contudo, esta indústria acabou tendo uma queda vertiginosa, isto porque, segundo dados históricos, com o desaparecimento gradual de barcos a vela e a necessidade de uma fibra de algodão, que facilitaria o processo de mecanização da colheita, o Cânhamo começou a ser colocado em segundo plano. Para completar, no início do século XX, os Estados Unidos começam a ensaiar o que ficou conhecido como Guerra as drogas, cobrando assim, como parte de sua estratégia, impostos altíssimos para produtores de Cânhamo, o que resultou ainda mais na diminuição de produtores e consequentemente no fim das fazendas de fibras de Cânhamo no país.
Contudo, o Cânhamo nunca deixou de ser bem visto pela a indústria. Tanto, que em 1960, alguns países europeus, como França, Inglaterra e Alemanha, começam novamente a reativar a indústria das fibras de cânhamo, criando uma licença especial para este tipo de cultivo. Atualmente, se pode dizer que a atual Rússia, e os países ocidentais como, India, Indonésia, China e Paquistão, são os maiores produtores de fibras de cânhamo.
Já no ano de 1996 a Alemanha resolveu dar mais um passo e suspendeu a proibição de cultivo de cânhamo, sendo que foi apoiada pelo Canadá, que atualmente luta para recolocar novamente o cânhamo no mercado. Uma das principais causas que ajudaram a humanidade a novamente pensar em se utilizar do cânhamo foram as novas tendências ambientais, que cultuam os biomateriais ou os chamados produtos orgânicos, que cada vez mais ganham espaço no mercado, devido as agressões do homem ao planeta Terra.
Para se ter uma ideia, as vantagens de se produzir cânhamo e a facilidade para cultivar a planta- já que mesmo ela preferindo climas tropicais, se adapta com facilidade a outros climas- são várias, como por exemplo o seu rápido ciclo de crescimento; possui maior quantidade de celulose que a madeira, suas fibras são mais resistentes para a construção civil; as fibras são usadas para fabricação de vestuário, cosméticos, biocombustíveis, produtos alimentícios, óleos e mais uma infinidade de produtos, que poderiam ser mais sustentáveis com a utilização das fibras de cânhamo.
O Cânhamo Industrial ainda se caracteriza por crescer bem sem precisar de herbicidas, revitaliza o solo, não precisa de muita água e produz em média 4 a 5 vezes mais papel do que árvores como o Eucalipto, que são usadas neste tipo de produção.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Pesquisa aponta que Maconha pode ser usada juntamente com morfina para aliviar a dor
Não é novidade nenhuma para usuários de maconha propriedades medicinais da Cannabis. No entanto, ainda no século XXI a desinformação sobre o assunto o torna ainda mais polêmico. No entanto, ainda sim existem muitos pesquisadores que acreditam no poder desta planta. Uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, situada em São Francisco, aponta que a maconha consumida por meio de inalação é um tratamento seguro e eficaz contra dores crônicas, podendo ser utilizado juntamente com narcóticos como a morfina e a oxicodona, sem que o individuo sofra algum efeito colateral.O estudo foi publicado na edição deste mês de dezembro da revista de Farmacologia clínica e Terapêutica e o foco foi justamente a utilização da maconha combinada com os tipos de narcóticos supracitados. Segundo informa os pesquisadores, dos 21 homens e mulheres que participaram do estudo, disseram ter havido uma diminuição da dor, em torno de 25 por cento, após vaporizarem maconha várias vezes ao dia, durante o período de 5 dias.
Evidentemente, este ainda é o primeiro estudo sobre o tema, o que implica que se aprofunde mais em pesquisas deste tipo. Contudo, se estes resultados forem confirmados em futuras pesquisas, talvez essa seja uma agradável solução para os vários pacientes que sofrem de dores crônicas associadas a AIDS, câncer e outras doenças.
Segundo o Dr. Donald Abrams, um dos idealizadores da pesquisa e chefe da divisão de hematologia-oncologia do hospital de São Francisco, caso haja um financiamento, a intenção é aprofundar os estudos.
"Se conseguirmos financiamento, devemos fazer um estudo sobre aliviar a dor por completo, e não só uma parte dela” . disse Abrams.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Pai desesperado busca na Maconha alivio para as convulsões de seu filho, causados pela Sindrome de Dravet
A maconha medicinal nos Estados Unidos vem sido atacada por agentes do governo federal insaciavelmente, numa tentativa do presidente Barack Obama conseguir de volta novamente o seu prestígio político no país. A confusão, desinformação e a busca econômica são tantos, que as vezes o lado mais nobre da causa é esquecido, que é o alívio de dor para pacientes que tem doenças graves.
O episódio que vai ao ar hoje a noite, no Discovery (Apenas nos EUA), do documentário “Weed Wars”, mostra a comovente história de um pai que busca desesperadamente arrumar uma solução para amenizar as convulsões causadas pelos ataques epiléticos, advindos da chamada Sindrome de Dravet.
Segundo o pai do garoto, Jayden foi diagnosticado com a doença desde sua a infância. Quando o menino tinha 4 meses de vida teve uma convulsão que teve a duração de 1 hora. Desesperado, devido a ineficácia dos remédios tradicionais, o pai de Jayden foi até a Califórnia, onde a maconha medicinal é regulamentada.
"Ouvi dizer que existem outras crianças com epilepsia que experimentaram a maconha medicinal, e eles estão fazendo muito melhor. É por isso que eu quero tentar."
Foi então que o pai desesperado procurou a Harborside Centro de Saúde, um centro de wellness com sede na Califórnia, que oferece, entre outras coisas, a maconha medicinal. Lá, ele foi direcionado para uma câmara, no qual foi lhe dado uma substância contendo uma alta dose de canabinóides que servem para aliviar convulsões, mas completamente sem THC.
Porque a Maconha se tornou tão famosa?
A Cannabis é uma planta que vem causando muita polêmica.
Apesar disso, suas propriedades medicinais já eram descritas na farmacopeia
chinesa, há 2737 A.C , para tratamento de malária, dores reumáticas, entre
outras doenças. Para se ter uma ideia, ainda no Velho Testamento faz referência
a maconha, chamada até então de Kalamo, no momento em que Salomão canta e louva
suas propriedades psicoativas.
Contudo a história da maconha que era pra ser linda e
maravilhosa, devido as suas propriedades terapêuticas e suas fortes fibras para
a indústria, começou a se tornar nebulosa quando ainda no século XII, o então
chamado de Santo Ofício – uma espécie de tribunal, com caráter judicial que
julgava as pessoas que haviam cometido o crime de heresia- acusava os usuários de Cannabis de bruxaria.
Incluisve, acusando Joana D’arc de usar ervas para que ela pudesse “ouvir vozes”.
Já no século XII a maconha começa a ficar ainda mais
conhecida e ganhar novos terrenos. No Egito, por exemplo, existia uma grande
tolerância ao seu consumo, sendo que a droga atuava como um fator no marco
social, para diferenciar os que eram ativos na vida social dos excluídos da
sociedade, como descrito na famosa historia das “Mil e uma noites”. Além disso,
a campanha Napoleônica no oriente contribuiu e muito para que a Maconha ficasse
conhecida por toda a Europa.
Três séculos mais tarde, a Cannabis foi introduzida nas Américas,
através dos espanhóis, que colonizaram boa parte das Américas, semeando as
sementes das plantas no território que atualmente corresponde ao Chile, no
final do século XVI. Contudo, existem teorias fortíssimas que a Cannabis já
existia na América, antes mesmo que fizessem a sua descoberta. Segundo diz a
teoria, o Rei Jaime I incentivou os colonizadores britânicos que residiam na
América do Norte, a cultivar Cannabis para que assim eles pudesse ter bastante
matéria prima para a produção de cordas e velas paras os navios da Força Armada
Real. Este conceito de se utilizar as fibras de Cannabis para fazer os mais
diferentes produtos foi ainda mais incentivado durante o período da segunda
guerra mundial.
Já no século XIX, a maconha ganhou a graça dos escritores e
intelectuais da Europa, que a utilizavam unicamente para os fins que chamamos
de recreacionais, difundindo por todo o ocidente as propriedades alucinógenas da
planta. Mesmo o “barato” nesta época sendo consumir maconha para fins de
diversão, o médico particular da Rainha Vitória, que havia estudado a planta
por mais de 30 anos, já a receitava para casos de enxaqueca, insónia senil,
depressões, estados epilépticos, cólicas e ataques de asma. De fato, durante
todo este século, centenas de estudos e artigos foram produzidos sobre das
propriedades medicinais da maconha.
Porém, nos anos 20, com a quebra da bolsa de valores dos
Estados Unidos e o mundo vivendo uma completa e temerosa recessão, a sociedade
americana começou a relacionar os fracassos da economia com o uso de qualquer
tipo de droga. Tanto, que nesta época, surge a “Lei Seca”, fazendo com que se
aumentasse exorbitantemente os consumidores de Maconha, como um substitutivo
pelo álcool. Com o passar desta década, acabou que o álcool foi novamente
legalizado e a então Maconha, devido aos lobbys da indústria do nylon e as
caóticas propagandas que demonizavam a erva, acabou sendo proibida. Foi nesta
época que começou a desenvolver um conceito de guerra as drogas, o mesmo
conceito estimulado anos mais tarde pelo governo de Nixon.
Com a chegada dos anos 60, a maconha se tornou um forte
aliado na questão política. Isto porque o ato de fumar maconha naquela época era
um sinal da adesão à contracultura, movimento que ficou mundialmente famoso. A
situação começa de fato a ficar complicada nos anos 70. Com o endurecimento das
leis contra a Maconha, a ate então demanda que era suprida por pequenos importadores,
começa a crescer, justamente pelo fato da proibição, e é neste instante que os
criminosos da época percebem uma lacuna criada pela proibição e começam a controlar
o mercado da maconha, o que de fato acontece até os dias de hoje. A questão não
é a maconha em si e sim o fato dela ser proibida. Sabemos que o que cria um
mercado paralelo não é uma substância ou algum objeto e sim a criminalização do
mesmo.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Dispensários de Maconha aumentam a receita gerada em Lakewood,
Mesmo com os recentes ataques do governo Obama aos
dispensários de Maconha Medicinal, ainda sim muitos continuam desafiando as
leis federais, amparados pelas leis estaduais nos estados onde foi legalizado a
Maconha Medicinal. Na cidade de Lakewood por exemplo, que fica no condado de
Los Angeles, Califórnia, as receitas geradas através dos impostos dos
dispensários de Maconha Medicinal aumentaram uma faixa de 413% ou em números
práticos, houve um aumento de 81 mil dólares dentro de um período de 3 anos.
Para se ter uma ideia, antes de 2009, quando ainda não havia
uma regulamentação para este tipo de serviço, a receita gerada pelos
dispensários de Maconha Medicinal chegavam a quase 20 mil dólares. Um ano
depois, com a regulamentação deste tipo de comércio, a receita deu um salto
exorbitante para 96.500 dólares arrecadados em impostos, sendo que em 2011 a
contabilidade já ultrapassava os 100 mil dólares.
No inicio, em 2009, contabilizava-se 7 dispensários de
Maconha Medicinal, que foram abrindo em diferentes pontos da cidade. As
autoridades não tem dúvida que o aumento na receita de nestes últimos anos, vem
sendo conseguida através do recolhimento de impostos das farmácias que vendem
maconha.
Segundo o porta-voz da cidade de Lakewood, Stacie Oulton ,
até então em 2009, as autoridades não sabiam do funcionamento destas lojas de
maconha medicinal, até que um dia o proprietário de um destes estabelecimentos
foram à prefeitura pra regularizar a situação e começar a pagar os devidos
impostos à cidade.
Com o processo de regularização dos dispensários de Maconha
Medicinal, ficou acertado que iriam ser permitido dentro da cidade apenas 18
lojas de maconha. No entanto, já no ano passado, dentro da cidade de Lakewood,
estavam funcionando 20 dispensários de maconha.
Segundo o dono de um dispensário de Maconha, a receita
poderia ser aumentada com a abertura de mais dispensários de maconha na cidade,
no entanto, ainda segundo o proprietário, o aumento da receita também vem de um
crescimento descontrolado e desordenado de dispensários, ultrapassando os
números pré-estabelecido anteriormente deste tipo de comércio.
Em contrapartida, o prefeito da cidade de Lakewood, Bob
Murphy, diz que "O objetivo de permitir e regular os dispensários de maconha medicinal em Lakewood
nunca foi o dinheiro, mas sim servir uma parte da população de uma forma segura
e responsável"
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Maconha sintética é alvo de proibição nos EUA
A guerra as drogas nos Estados Unidos vai ganhando contornos de uma repressão ainda maior. Nesta semana, parlamentares americanos discutem a aprovação de dois novos projetos de leis que tornaria por exemplo, crime a comercialização de substâncias como k2, Spice, Sais de banho, entre outros, que são conhecidos como maconha sintética. O outro projeto pretende criminalizar cidadãos dos Estados Unidos que exercem em outros países atividades que são julgadas como proibidas nas terras do Tio Sam.
Especialistas afirmam que estes projetos devem sim passar pela a aprovação dos parlamentares, no entanto, o tiro pode sair pela culatra, uma vez que cidadãos do país estão sujeitos a longas penas de prisão, sendo que no final quem paga a conta é o contribuinte, para que seja construídos mais presídios, justamente quando o mesmo governo federal anuncia cortes para conter gastos federais.
Desde que a guerra contra as drogas foi declarada há 40 anos, os EUA gastaram mais de um trilhão de dólares, além de causar um aumento de milhões de presos por violações da lei de drogas, contudo, as drogas estão facilmente disponíveis em cada comunidade e os problemas associados com eles continuam a crescer " disse Bill Piper, diretor de assuntos nacionais da Drug Policy Alliance.
Apesar do fato de 40 estados já terem aprovado leis criminalizando a maconha sintética e outras drogas , os parlamentares federais já estão trabalhando um projeto de lei que pretende colocar mais de três dezenas de compostos químicos encontrados em drogas sintéticas em Anexo I, uma subdivisão criada no qual corresponde a substâncias controladas pelo estado e sem nenhum valor medicinal.
O projeto de lei pode submeter os jovens e outros americanos a sofrerem processo federal e longas penas de prisão de até 20 anos ou mais para a distribuição de pequenas quantidades de uma droga sintética. . Embora esta legislação inicialmente ter encontrada pouca resistência enquanto se movia pela Câmara dos Representantes dos EUA, atualmente vem ganhando muita força e o desfecho deve ser sim mais uma guerra contra as drogas. "Ao correr para criminalizar as drogas sintéticas, o Congresso está condenando mais americanos a anos de prisão e ignorando as advertências da comunidade científica de que esta lei irá prejudicar a investigação médica" , disse Grant Smith, coordenador da política federal para a Drug Policy Alliance.
3,75 toneladas de maconha são encontrados no México
O Exército do México descobriu na quarta-feira (7) uma carga
de 3,75 toneladas de maconha abandonada em uma praia do estado da Baixa
Califórnia, informou um chefe militar.
O general Gilberto Briseño Landeros, comandante da 2ª Zona
Militar, assegurou aos jornalistas que o caso se passou na praia de La Burrita,
no município de Playas de Rosarito, a apenas 35 quilômetros do sul dos Estados
Unidos.
A droga estava dividida em 222 pacotes cilíndricos, e a
operação terminou sem detenções.
O general não indicou qual cartel do narcotráfico pode estar
vinculado a esta carga e disse desconhecer por que ela foi abandonada na praia.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Quem são os pacientes e quais as doenças mais tratadas pela maconha medicinal, na Califórnia?

Mesmo com a contínua repressão aos dispensários de Maconha da Califórnia, esta semana saiu o resultado de uma pesquisa apontando quem são os usuários de Maconha e para que doenças esses pacientes fazem terapia com a erva sagrada. O estudo foi realizado na cidade de Sant Cruz, no estado da Califórnia. Segundo o professor de sociologia autor do trabalho, 73 por cento dos usuários de maconha medicinal no estado são do sexo masculino e 62 por cento são brancos.
Comparados com os dados do censo dos EUA para a Califórnia, os pacientes de maconha medicinal são em média um pouco mais jovens, tendo um pouco mais de educação formal, além de estarem mais frequentemente empregados do que a população em geral.
A condição mais comuns para que os médicos recomendassem a maconha medicinal era a dor no pescoço, representando mais de 30 por cento das recomendações. Também entre os cinco primeiros: distúrbios do sono, ansiedade / depressão, espasmos musculares e artrite.
Metade dos entrevistados disseram que estavam usando maconha como um substituto para a medicação prescrita, e quase 80 por cento disseram que tentaram medicação por prescrição antes de procurar uma recomendação de maconha. “Muitos pacientes de maconha medicinal apontaram para um desejo de reduzir sua dependência a analgésicos à base de opiáceos”
As maiorias dos usuários de maconha medicinal possuem dor crônica, sendo que a condição médica pode variar, se é HIV, esclerose múltipla, uma cirurgia nas costas ou algum outro evento traumático que causa a dor crônica.
Usuários de maconha medicinal também relataram menores taxas de uso de drogas, incluindo álcool, cocaína metanfetamina e heroína. Cerca de 41% dos pacientes disseram que não se utilizaram da maconha para fins recreativos antes de obter uma prescrição médica.
Contudo, mais pesquisas ainda precisam ser feitas, para tentar responder o porque a população mulheres, latinos, e asiáticos-americanos não fazem na mesma proporção o uso da chamada maconha medicinal. Talvez, no caso das mulheres, elas ainda sintam um estigma gerado pela sociedade, além de que as mulheres de idade fértil tendem a se preocupar com o risco do uso de maconha durante a gravidez.
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