quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

2012 pode ser um marco na legalização da Maconha


O ano de 2012 está começando e pelo visto muito bom para o ativismo canábico. Este ano pode ser um verdadeiro marco, quando se fala na legalização da maconha. Isso, porque o STF já admite que o caso tem um grande interesse da população e a tendência é que se siga com o posicionamento da defensoria pública de São Paulo, que a atual lei de tóxicos fere o direito de intimidade e à vida privada. Segundo questiona a defensoria, o ato do usuário consumir drogas  não é um atentado à saúde pública e sim no máximo à saúde do próprio usuário.

Para o autor recurso extraordinário, o defensor Leandro de Castro Gomes considera que a lei fere o inciso 10 do artigo 5º da Constituição Federal, o qual assegura o direito à intimidade e à vida privada. “A conduta do usuário não gera lesão ou risco de lesão para um bem jurídico alheio. O que é lesionado é a saúde pessoal do usuário e não a saúde pública, que é o que estamos protegendo no caso de tráfico de drogas.”

A verdade é que caso o STF confirme o que todos nós esperamos – que é a descriminalização das drogas- não mais os usuários serão achincalhados e tratados como marginais. Finalmente o Brasil começa a olhar a situação das drogas de uma maneira mais humana. A exatamente 2 meses, eu conversava com uma amigo meu, sobre o problema da cracolândia. Ele, sempre ignorante neste assunto, riu da minha cara quando eu afirmei que a repressão não adiantaria nada. Por ironia do destino, estas semanas que se passaram, a polícia deu início há uma das ações mais desastrosas que se poderia ter feito em relação a usuários de crack. Ao invés de combater o foco – que era o que eles esperavam- eles espalharam ainda mais a cracolândia por vários pontos do centro de São Paulo.

A situação é bem parecida no que aconteceu no sentido da proliferação das plantações de papoula das FARC. Antes, eram concentradas em alguns lugares da zona rural da Colômbia, com a repressão e a guerra às drogas, estas plantações mais que dobraram e já estão presente em muito mais localidades da zona rural colombiana. Quantas pessoas mais vão precisar morrer, para os governantes agirem de maneira sensata? 

3 comentários:

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  2. Eu acredito que drogas devem parar de ser tratadas de maneira generalizada. Cada substância é diferente da outra e merece um tratamento exclusivo. Na minha opinião o crack é uma questão de saúde pública. Assim como o alcoolismo. Agora não poder tomar cerveja ou fumar um baseado no fim do dia é uma invasão de privacidade.

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  3. não vejo a hora dessa legalização, ´porém como usuário de maconha apenas, não posso negar que tenho medo que o pó, e outras drogas químicas virem modinha entre jovens, meus amigos etç..

    espero que esse governo bananada do brasil, olhe mais por nós MACONHEIROS e tratem dos usuários químicos, pois química é muito mais serio do que se pensa, destrói todo nosso pré espirito, interfere na nossa evolução mental e espiritual, faz com que nós julguemos melhores que todos, pois ele interfere na parte do raciocínio logico do cérebro,... ajudem a manifestar o seus interesses, não esqueçam do RESPEITO já mais.

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