quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Água e óleo não se misturam

A droga mais usada no mundo, conhecida há 12 mil anos e a primeira planta a ser cultivada pelo homem, sem fins alimentícios, a maconha sempre foi alvo de calorosas discussões. Em meio a problemas como o tráfico de drogas, a violência e os ganhos bilionários dos governos, a solução que parece a mais coerente tem sido a legalização das drogas no país, tanto para fins medicinais quanto recreativos. Embora tudo leve à legalização, a proposta esbarra na religião e em valores morais. Embora a religião e os valores morais estejam fortemente ligados à sociedade, é muito importante que os deixemos de lado para que seja possível um debate racional.

Devemos fazer a separação entre argumentos científicos, aqueles que mostram dados de pesquisas e os morais/religiosos, que normalmente mudam conforme as décadas. Há algumas décadas, vivíamos em uma sociedade machista e conservadora, porém, temos visto uma significativa mudança nesse quadro. Hoje, mulheres tem direito ao voto, liberdade de expressão, e a todos é livre a manifestação do pensamento. Os valores mudaram. Na idade média, com a descentralização do poder, a igreja passou a ser a instituição mais importante, se aproveitando do fato de que o conhecimento era detido apenas pelos nobres, para comandar a sociedade como bem entendia e pregando aquilo que lhes fosse conveniente, já que a população não tinha acesso à bíblia e acreditava cegamente na verdade que lhes era imposta. Hoje, a igreja não possui mais influência no governo (ou não deveria), as pessoas têm a opção de seguir ou não o que diz a bíblia e temos a informação ao nosso alcance.

A legalização das drogas é uma decisão que trará consequências por muitos anos, provavelmente mais do que permanecerão os valores morais que temos hoje em dia, por isso deve ser pensada com muita seriedade e imparcialidade, já que afetara a todos, ateus, evangélicos, católicos, budistas, judeus, etc.

Os Missionários da Erva defendem um estado laico, que consequentemente governará para todas as classes sociais, sem distinguir raça, sexo, cor ou religião, o que tornaria o convívio social muito mais amigável entre pessoas de diferentes ideologias ou condições. Discriminar alguém com base em fundamentos morais ou religiosos só nos torna pior do que aquele que criticamos, pois não conhecemos a pessoa, apenas a pré-julgamos por uma atitude que consideramos errada.

Texto escrito pelos Missionários da Erva

Um comentário:

  1. É verdade muita coisa já mudou para melhor é claro que muito ainda deve ser feito, mais já estamos no caminho de chegar a um acordo pela legalização para usuários. Muitas pessoas usam por modismo ou porque fazem parte de grupos criminosos etc., e não por filosofia de vida o que não tem nada haver. Por certo muitas pessoas apartir do momento da descriminalização, com certeza não faram mais uso pois perderão o estímuloe tomarão outras formas de conduta. Mais para aqueles que tem isso como filosofia de vida se sentirão no paraíso da liberdade e da legalidade que é o mais importante.

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