sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Cannabis: a planta discriminada pela medicina brasileira


A Cannabis foi uma das primeiras plantas ao qual o homem teve contato. A criação da agricultura necessariamente se esbarra na história do cânhamo. Naquela época, as fibras usadas na fabricação de tecidos e cordas eram necessariamente advindas da maconha, que ainda era utilizada no tratamento para dores reumáticas, constipação intestinal, disfunção do sistema reprodutor feminino, malária e mais uma infinidade de doenças que estavam presente naquele período.

Paralelamente a isso, a planta que até então ajudava os seres humanos, se tornou a inimiga número um deles, fazendo com o que o comércio – até então legal – da planta, passasse à ilegalidade e o pior, muito violento, como presenciamos atualmente as disputas de ponto de tráfico.
Já na década de 20, a população em geral se voltou contra as drogas, muito em relação à crise econômica. 

As denominadas substâncias entorpecentes se tornaram o bode expiatório para todos os fracassos da nossa raça, fazendo com que, por exemplo, a proibição da maconha começasse a afetar diferentes culturas e religiões. Especificamente no Brasil, a classe médica em consonância com o restante do mundo, ganhava o status do “saber científico”, ou seja, dificilmente algo dito pelos médicos na época seria contrariado.
Portanto, agindo desta forma, a classe médica brasileira se apoia na ciência para legitimar as proibições do 

Estado autoritário, trazendo pra si o controle das chamadas substâncias entorpecentes. O curioso, é que já na época, a bastarda classe médica brasileira perseguia curandeiros e afins, que viviam de atividades terapêuticas, para que assim os médicos conseguissem o monopólio do mercado. Desta forma, foi proibido qualquer tipo de terapia que não estivesse de acordo com a chamada “medicina científica”.

A situação só piorou e apoiado pela classe médica, o fator racial começou a influenciar neste debate. Tanto que palavras como “pobre, preto, marginal, maconheiro” foram rapidamente absorvidas pela sociedade, fazendo com que este absurdo fosse passado para algumas gerações. Deste conceito inaceitável, surgiu a chamada “antropologia criminal”, uma espécie de ciência que afirmava que a marginalidade era hereditária.
Apoiada em falsas verdades, interesses econômicos, políticos e discriminatórios: assim foi contada a história da maconha, que atualmente lutamos para mudar este paradigma.

Um comentário:

  1. Além de lutarmos para mudar este paradigma, tornou-se também uma espécie de Karma transferido da hipocrisia burquesa para cima dos usuários que viraram bodes espiatórios dos intereses econômicos dos poderes e da sociedade de forma que o simples fato de fazer uso destas substâncias virou crime, até hoje não consigo entender tal coisa, nos mandamentos de Deus, não há nenhuma menção, sobre ser pecado ou crime o uso de drogas. Crime no meu entender é tudo aquilo que ultrapassa os seus limites e entra no limite de outrem, matar, roubar, agredir, ferir etc... coisas que são feitas contra outra pessoa no caso a vítima. Qual é a vítima quando se fuma um beck? No máximo seria você mesmo, ninguém ou nada tem o direito de interferir naquilo que você faz com sigo mesmo a partir do momento que a pessoa alcança a maior idade até então a responsablidade é dos pais. É isso o que tenho certeza de ser o certo e ponto final. Ninguém nem nada nesse mundo vai me fazer mudar meu conceito a esse respeito, estou convicto do que falo aqui tenho absoluta certeza disto.

    ResponderExcluir