sábado, 21 de janeiro de 2012

Guerra às drogas vai ganhar mais um capítulo sangrento em 2012


Bolívia e Estados Unidos firmaram ontem seu primeiro acordo de cooperação antidrogas, depois de  mais de três anos de distanciamento diplomático, numa iniciativa, que desta vez conta com a ajuda do Brasil.

O acordo firmado prevê um novo mecanismo de controle para cultivos ilegais de coca, matéria-prima da cocaína, complementa outro convênio assinado simultaneamente entre a Bolívia e o Brasil, pouco mais de dois meses depois de La Paz e Washington decidirem normalizar suas relações.

Pelo que foi firmado, os EUA fornecerão equipamentos e treinamento para a análise de imagens e de outros dados que serão colhidos pelo Brasil, enquanto a Bolívia contribuirá com o trabalho de campo. "Esse projeto trilateral tem a prioridade de fortalecer a cooperação internacional na luta contra o narcotráfico, sob o princípio da responsabilidade compartilhada", disse comunicado conjunto divulgado pela chancelaria boliviana.

Como era de se esperar, o documento não cita o mais importante, que é justamente o levantamento dos gastos neste acordo firmado. No final de 2010, a Bolívia tinha cerca de 30.000 hectares de cultivos de coca. No ano passado, o governo local diz ter eliminado cerca de 10 mil hectares, mas não é possível dizer se houve redução, porque não se sabe quantos novos plantios surgiram. A tendência é que surja mais plantios do que a capacidade de destruição das autoridades, assim como acontece nas plantações de papoulas na Colômbia.

A Bolívia é apontada como terceira maior produtora mundial de cocaína, atrás de Colômbia e Peru.

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