segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Maconha: a droga mais popular e a menos danosa do mundo


A Maconha é a droga mais popular do mundo. Indiscutivelmente a erva tão polêmica já foi utilizada pelos nossos ancestrais, em tempos em que ao invés de inimiga, a Cannabis era amiga da medicina, da indústria, do planeta e das pessoas. Tão demonizada na chamada modernidade – até pela proibição- a maconha acabou por ganhar fama e adoradores, sendo atualmente um tema que vem ganhando grande exposição não só no Brasil, mas na maioria dos países do mundo.

Como já citado em diversos meios de comunicação canábicos, esta semana a revista The Lancet afirmou que segundo um levantamento realizado, 200 milhões de pessoas se utilizam de drogas ilítcitas.

Segundo o co-autor da pesquisa, o professor Wayne Hall afirma que: “ A Cannabis foi, de longe, a droga ilícita mais utilizada no mundo, mas heroína e outros opiáceos causam mais dano, seguido de estimulantes do tipo anfetamina e cocaína.”

Hall ainda alerta que quando se fala de drogas, não se pode apenas analisar os danos que a mesma causa ao usuário e sim toda a esfera que atinge o usuário de droga. Por exemplo, drogas como cocaína, heroína, entre outros opiáceos, são frequentemente ligadas a mortes, overdoses, acidentes, violência, transmissão de Aids por compartilhamento de seringa e outras infecções transmitidas pelo sangue; situações, que não existe com o usuário de maconha.

O professor destaca que o fato da droga ser criminalizada, acaba gerando uma maior propagação de doenças – no caso das drogas injetáveis- e por exemplo no caso de outras drogas, ajuda para que se aumente os pequenos delitos, sem contar um maior número de criminalização de usuários, que caindo no sistema penal, acabam não conseguindo se livrar do vício, uma vez que a criminalização do usuário tem se mostrado uma política fracassada, além das cadeias, não conseguirem coibir a entrada das drogas em suas dependências.

A pesquisa ainda apontou que na maioria dos casos, as iniciativas utilizadas por governos e instituições são desprovidas de atributos científicos, o que na verdade acaba agindo na contramão do controle de abusos de drogas, já que são baseados mais em mitos e no senso comum, do que verdadeiramente acontece na realidade.

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