domingo, 15 de janeiro de 2012

Os EUA começam colher os frutos negativos da guerra travada contra as drogas

Depois dos absurdos 40 anos do que foi batizado pelos Estados Unidos como guerra às drogas, o balanço que se tem feito é que é a guerra mais longa da história e menos eficaz, já que os números gastos nesta fracassada guerra chegam ao exorbitante valo de 1 trilhão de dólares e para completar, até hoje não conseguiram de fato diminuir a oferta e a demanda das substâncias entorpecentes. O que acontece de fato é uma verdadeira carnificina, que normalmente atinge as classes menos favorecidas, que são normalmente as mais negligenciadas pelos governos.

As consequências mais agravantes não estão apenas no dinheiro jogado pelo ralo e sim as marcas deixadas dentro de uma sociedade. Desde esta sangrenta luta contra as drogas – iniciada com veemência no governo 
Richard Nixon- começou a população prisional dos Estados Unidos aumentou seis vezes mais, sendo que estima-se que mais de meio milhão das pessoas que estão presas, seja por infrações não violentas com drogas. Neste processos, pequenos ataques de equipes de elite como a SWAT, se tornaram comum, gerando assim mais uma válvula de desperdício de dinheiro.

Vale a pena considerar que as estimativas apontam que a cada 19 segundos, alguém em nos EUA é preso por violar uma lei de drogas. Já a cada 30 segundos, alguém na terra do Tio Sam é preso por violar uma lei de maconha, tornando-a quarta causa mais comum de detidos nos Estados Unidos. Aproximadamente 1.313.673 pessoas foram presas por crimes relacionados com drogas em 2011. Estima-se, que a polícia prende 858.408 pessoas por violações de maconha em 2009. Dos acusados ​​de violações de maconha, cerca de 89% foram acusados ​​de apenas a posse da droga.

Desde 1971, mais de 40 milhões de indivíduos foram detidos devido a crimes relacionados com drogas. Além disso, desde 31 de dezembro de 1995, a população carcerária dos EUA cresceu uma média de 43,266 presos por ano, sendo 25% dos condenados por violações da lei de drogas. Será mesmo que vale a pena seguir com esta guerra? 

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