sábado, 7 de janeiro de 2012

Prisões arbitrárias por posse de Maconha continuam acontecendo em NY


A hipocrisia quando se fala da maconha está por todos os lados. Como bem fala o nosso amigo e advogado da Marcha da Maconha, Dr. André Barros, a criminalização da maconha tem um histórico racista. A afirmação é tão verdadeira, que em qualquer lugar do mundo em que a maconha é proibida nota-se quem são os presos por posse de maconha e em que localidades vivem estas pessoas: que são em sua maioria de origem negra e moradores de bairros de baixa renda ou miseráveis.

Como não podia deixar de ser, no país mais proibicionista do mundo, que são os EUA, os problemas e prisões arbitrarias por posse de maconha continuam acontecendo. Tirando de exemplo a cidade de Nova York, em que o comissário de polícia Ray Kelly, há 3 meses atrás escreveu um memorando aos policiais, no qual alertava que prisões por maconha deveriam ser feitas apenas se o individuo estivesse de fato com ela “em público”. Segundo consta nas leis da cidade, portar pequenas quantidades de maconha no bolso não é crime. Contudo, mostrar a maconha ou fazer uso público da mesma, está passível de punição criminal.

Com este imbróglio e uma vasta brecha na legislação para a atuação de pessoas mal intencionadas, o que de fato está acontecendo é que os policiais no ato da revista ao tirarem o pacotinho de maconha do bolso dos usuários, prontificam que aquilo é mostrar a maconha em público. Como se já não bastasse este ato de corrupção, ainda sim segundo advogados que defendem bairros de classe baixa, em muitos casos, 75% das ações policiais, que culminam em prisão por posse de maconha, são na verdade armação e não condiz com a realidade.

Casos como estes são comuns em todos os bairros de baixa renda de Nova Iorque, e os principais perseguidos normalmente são pessoas negras. De fato, o sistema de fazer números a serem mostrados para a população continua valendo nos EUA. Talvez isso seja uma estratégia forçada, para mostrar em números, que eles estão combatendo o uso de drogas, quando na verdade este sistema é uma farsa.

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