Quando se fala na política adotada pelo mundo sobre as
drogas, você logo já observa que a saúde do cidadão nunca teve nada a ver com
isso, já que os países normalmente fazem uma legislação no qual proíbe a
maconha, cocaína, lsd, entre outras, mas legaliza as drogas da industria
farmacêutica, ou as drogas que o Estado tem interesse para que ele possa lucrar
com isso.
A proibição das drogas sempre foi um negócio. Um comércio
que gera bilhões de dólares a todo ano e que sustenta uma rede de corrupções. O
exemplo maior de que o Estado seleciona a droga que quer vender pode ser vista
no álcool, que é a droga ocidental que causou maiores desastres na América, no
qual comunidades locais foram completamente destruídas por esta“água ardente“.
Muitos tornaram-se viciados, continuando a beber o dia todo, mas as autoridades
nunca decidiram controlar ou coibir essa substância. Há um século e meio, as
guerras do ópio foram travadas para obrigar os chineses a consumir o ópio das
colônias britânicas, na Índia.
Atualmente, as drogas são proibidas pelo seu valor econômico, fazendo com que se
limite a oferta e assim o preço possa ficar nas alturas. E o pior, é que os
cartéis do narcotráfico sabem muito bem tirar proveito, tanto, que o tráfico de
drogas é o maior mina de financiamento das organizações criminosas.
Podemos tirar de exemplo também, à recente briga boliviana
para descriminalizar a folhas de coca. A tentativa gerou um burburinho nas
empresas ocidentais. Contudo, fica a pergunta, porque a folha de coca é
perseguida, mas as fabricas que se utilizam dela como matéria prima não são?
Simplesmente, porque os derivados da folha de coca valem muito dinheiro no
mercado legal.
O ataque à folha de coca é um ato de racismo e desrespeito
às tradições culturais dos países andinos, crenças e religião. Os países
ocidentais só entenderiam isso se vissem o seu vinho, as vinhas, ou campos de tabaco
sendo fumigados por países estrangeiros e assim, destruindo toda as plantações
que se existe por perto!



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