quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Os clubes de Cannabis: uma ideia a ser pensada no Brasil


Os clubes de Cannabis que existem em Portugal e Espanha pode ser uma ideia boa para tentar colocar em prática no Brasil. Nos clubes, por serem uma associação privada, permite-se que se consuma maconha tranquilamente, claro, desde que você seja associado a um deles. A inscrição custa em torno de 130 euros, sendo que muitas destas pessoas são portadoras de doenças e buscam um alívio e uma melhor qualidade de vida fazendo tratamento terapêutico com a maconha.

Este justamente é o caso de Fernando, um desenhista Industrial que sofre da doença de Crohn, uma doença crônica, auto-imune e que ataca o intestino do paciente. “Com os corticoides sentia uns efeitos secundários tremendos; a maconha não cura a doença, mas alivia os sintomas, como as diarreias e os vômitos”, diz Fernando enquanto prepara um cigarro de maconha, que consome desde que lhe foi diagnosticada a doença, há 20 anos.

“Em Israel, nos hospitais, é disponibilizada aos pacientes que sofrem da doença de Crohn”, adverte o desenhista, um dos 80 sócios do primeiro clube em Madrid, onde se fuma maconha de forma legal.

Os sócios, com idades compreendidas entre os 20 e os 65 anos, alguns dos quais sofrendo de cancro ou outras doenças graves, pagam uma quota de 130 euros por ano. Dentro da propriedade privada da associação podem consumir da sua própria maconha ou da que se dispensa no local por 6 euros o grama. “

"Não é o mesmo fumar maconha sozinho em sua casa ou aqui”, esclarece Fernando no balcão do clube, um local com cerca de 400 metros quadrados.

“Sempre nos dedicamos ao máximo. É uma associação privada e estamos inscritos na “Comunidad de Madrid”, isto é como a nossa casa”, sublinha Carlos Yerbes, um dos fundadores do clube, apoiando-se na lei que tolera o consumo em âmbito privado, mas que castiga com sanções e multas o cultivo, a venda e o consumo em espaços públicos.  E quando perguntado onde vocês abastecem o dispensário, respondem sem titubear: “Aqui, por agora, não podemos cultivar, o que nos obriga a recorrer a mercados ilegais”, respondem.

Neste clube, os associados dizem que defendem um consumo “responsável e controlado”, por isso não se permite um consumo superior a 50 gramas por semana. “Aqui não se vende, temos uma caixa comum e dispensamos”, esclarece Pedro Alvaro Zamora, outro dos fundadores do clube.

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