segunda-feira, 12 de março de 2012

Maconha Medicinal = bem estar para os pacientes e alívio de dores

O uso medicinal da cannabis (maconha) tem sido há anos debatido entre pesquisadores, médicos e políticos como alternativa a tratamentos padrões para a dor (que não são tão eficazes ou que podem ser acompanhados de efeitos colaterais).

Um estudo realizado no Canadá fornece novas evidências do efeito benéfico em pacientes que se utilizam de maconha para tratamento medicinal. “Este é o primeiro estudo a ser realizado quando os pacientes foram autorizados a fumar maconha em casa e  serem acompanhados diariamente”, diz Mark Ware, principal autor do estudo.

Para o estudo, os pacientes consumiram doses baixas (25mg) de cannabis inalada, contendo cerca de 10% de THC, o ingrediente ativo da maconha. A inalação, usando um tubo, foi realizada três vezes ao dia durante cinco dias. Os resultados mostraram modesta redução da dor em pessoas que sofrem de dor neuropática crônica nos primeiros dias.

Além disso, os pesquisadores observaram que o humor e o sono destes pacientes melhoraram, pois o uso medicinal da maconha não atua apenas na dor em si, mas em outras esferas que tangem o bem estar do paciente. Com um paciente feliz consigo mesmo  tem maiores chances de obter sucesso em seu tratamento.

“Os pacientes que analisamos sofriam de dores causadas por danos no sistema nervoso após traumas ou cirurgias e que não foram controladas utilizando terapias convencionais”, explica Mark Ware, principal autor do estudo. “Este tipo de dor ocorre mais frequentemente do que as pessoas imaginam, e há poucos tratamentos eficazes disponíveis. Para eles, a cannabis medicinal é vista às vezes como a última esperança”.

Para Ware os pesquisadores tem que trabalhar muito ainda em cima da maconha medicinal, para que cada dia se consiga controlar a dosagem e a qualidade. “Nosso desafio como pesquisadores é continuar a conduzir estudos clínicos rigorosos na utilização médica da cannabis com atenção forte aos detalhes, como qualidade e dosagem”, ressalta Ware. “Isso permitirá a nós lançar o debate adiante fornecendo dados clínicos confiáveis”.

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