sexta-feira, 30 de março de 2012

Nova Iorque traça guerra contra a maconha sintética


As autoridades sanitárias de Nova York proibiram nesta quinta-feira (29) a venda da chamada 'maconha sintética' alegando graves problemas de saúde vinculados ao seu consumo, traçando assim mais uma guerra contra mais uma substância entorpecente.

A ordem foi adotada em nível estadual pelo secretário de Saúde, Nirav Shah, após o registro de casos de 'mortes, problemas renais agudos, comportamento paranóico, vômitos, hipertensão, taquicardia, doenças convulsivas e perda de consciência', segundo um comunicado.

A maconha sintética é uma mistura de ervas aspergidas com múltiplos produtos químicos, cujo uso provoca sensações similares às que se têm ao fumar canabis.

Nos Estados Unidos é legalmente vendida em muitas partes como 'incenso' em pequenas embalagens de papel vegetal seco sob os nomes de 'Mr. Nice Guy', 'K2', 'Spice', 'Galaxy Gold' e 'Smiley Dog'. O preço da unidade varia entre 9 e 13 dólares.

'As drogas vendidas como 'maconha sintética' são novas e pouco compreendidas, mas relatórios dos centros de controle de intoxicações mostram que são tóxicas e muito perigosas', disse o secretário de Saúde da cidade de Nova York, Thomas Farley, citado em outro comunicado.

'Como são vendidas em lojas, as pessoas acham que são seguras e o uso destas drogas aumenta rapidamente em Nova York. Com esta ordem, estamos tirando-as das prateleiras das lojas e dizendo a todos em Nova York que nunca façam uso delas', acrescentou.

Antes de Nova York, vários estados do país já tinham proibido a venda da maconha sintética, em alguns casos nos últimos dias, como Nova Jersey (leste), Geórgia (sul) e Indiana (norte).

Pelo menos 30 jovens morreram em todo o país desde que em 2010 o Gabinete de Controle Antinarcóticos americano lançou um alerta sobre o aparecimento desta nova geração de drogas, informou em fevereiro passado um encarregado de um centro de controle de intoxicações de Louisiana (nordeste dos EUA).

Em 2011, 11,4% dos jovens americanos de 17 a 19 anos fizeram uso de 'Spice' ou 'K2', o que faz deste o segundo entorpecente mais usado depois da maconha nesta faixa etária, segundo dados mais recentes do gabinete.

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