sábado, 28 de abril de 2012

Debate na Câmara dos deputados esteve lotada para o debate sobre a maconha


Os malefícios e possíveis benefícios da maconha para a saúde foram debatidos pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara nesta quinta-feira (26). Entre os convidados, estavam cientistas, médicos e até quem recorreu à droga para aliviar a dor de um amigo em estado terminal.
O doutor em neurociências e professor adjunto do Departamento de Fisiologia da Universidade de Brasília (UnB), Renato Malcher Lopes, é coautor do livro "Maconha, Cérebro e Saúde". Ele defendeu o uso medicinal da droga no Brasil para redução de sintomas e alívio de náuseas e da falta de apetite em pacientes com câncer.

Lopes destacou ainda o uso da substância no tratamento de doenças como epilepsia, mal de Parkinson e Alzheimer. "Tem um valor terapêutico, porque o prognóstico melhora em função do estado psicológico."
Como não podemos deixar de falar, como sempre as falas sem cunho científico apareceram do lado da tal psicóloga, Marisa Lobo, que mais uma vez afirmou que 15% a 17% de usuários de maconha desencadeiam surtos psicóticos, o que é uma verdadeira mentira. A “Dra” se usa de um certo sensacionalismo, para demonizar a erva. Já  Gideon das Lakotas, eu me recuso a falar sobre, pois ele nem deveria estar no debate, uma vez que ele não tem cunho científico nenhum para falar sobre o assunto, além do que é muito discrepante uma pessoa demonizar a maconha e achar que o daime é uma substância que faz bem. 

Diferentemente da Maconha, o Daime sim realmente causa distúrbios psicológicos, além de ser um forte causador de diarreia, principalmente em usuários menos experientes.

A audiência pública também contou com o depoimento emocionado da nutricionista Helena Sampaio, que acompanhou a morte de sua irmã Ana Rosa e, quando passou por uma situação semelhante com um amigo, aliviou o sofrimento dele com maconha. Ela saiu às ruas para comprar. Infelizmente, nesses casos, as pessoas ainda tem que recorrer ao tráfico de drogas, devido a uma legislação falha, que é inconstitucional por violar o direito da liberdade individual de cada um.

"Depois da minha irmã, eu me aprofundei, li muito e vi que aquilo causava benefício. E eu vi o meu amigo, a qualidade que aquilo deu para ele foi muito grande. Meu amigo foi me agradecendo imensamente e eu não repeti a mesma ida dolorida da minha irmã”, disse Helena.

O plenário da audiência pública estava lotado de pessoas do Movimento Pela Vida, que vai promover uma marcha contra a maconha em junho, em São Paulo, e por estudantes defensores da legalização da droga. O debate foi sugerido pelo deputado Roberto de Lucena (PV-SP).

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