quinta-feira, 5 de abril de 2012

Maconha Medicinal: a esperança para muitos pacientes que sofrem de dor


Para alguns, a maconha para uso medicinal é uma contradição em termos, imoral ou simplesmente ilegal. Mas para  muitos pessoas em todo o mundo, a maconha, ou Cannabis, representa um medicamento essencial, que alivia sintomas debilitantes. Sem ela, essas pessoas não seriam capazes de tratar suas doenças.  Além disso, muitos pacientes acham que ele estariam mortos sem a maconha. A erva medicinal pode ser consumida de várias formas, como fumada, inalada ou até em medicamentos orais, tais como o Sativex.

"A Cannabis sativa é utilizada como analgésico há mais de 5 mil anos. Foram identificados canabinóides endógenos que atuam em receptores específicos no cérebro em sistemas de processamento de dor", diz. 

"Os canabinóides orais, tais como tetrahidrocanabinol, canabidiol e nabilona demonstram eficácia analgésica em dor neuropática periférica ou central, artrite reumatóide e fibromialgia", explica.

"Não é conhecido o mecanismo de ação dos canabinóides no cérebro. Foram identificados receptores para canabinóides endógenos, entretanto, não se sabe ainda a importância dos mesmos na ação da cannabis", pondera.

Ainda assim, Da Nucci considera que há pouco risco. "Não há evidências de que o uso por período curto de tempo cause malefícios aos pacientes. Esta substância já está liberada para ensaios clínicos, assim como em vários outros países, mas não no Brasil. Vários estados americanos aprovaram leis estaduais permitindo a venda e o uso da cannabis para uma variedade de indicações terapêuticas", diz.

Mesmo quanto ao uso terapêutico na forma de cigarro, liberado em alguns estados americanos, como a Califórnia, por exemplo, Da Nucci faz avaliação positiva. "Um estudo recente demonstrou que a inalação da cannabis três vezes ao dia, por cinco dias, reduziu a intensidade da dor e melhorou a qualidade do sono em pacientes com neuropatia periférica. A inalação da cannabis foi bem tolerada", diz.

Para o professor, as pesquisas com maconha podem mostrar à medicina um novo campo de ação, com novas substâncias sintéticas sem os efeitos indesejáveis do THC (princípio ativo da droga), que poderiam ser úteis no tratamento de várias doenças. "São exemplo as doenças de origem cognitivas, a dor, problemas gastrointestinais e doenças neurológicas. É neste campo que se concentram, hoje, a maior parte dos cientistas que estudam os compostos canabinóides", diz.

Um comentário:

  1. acredito que a maioria leia até o meio e já se concentre em 'intolerar a matéria', por uma questão do erro histórico de interpretação desta espécie nativa que Deus com certeza abençoou!

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