quarta-feira, 4 de abril de 2012

O que aconteceria caso a Holanda parasse mesmo de vender maconha a turistas?


Depois de vários anos com o qual a Holanda se vangloriava de ter realmente resolvido os problemas contidos no pacote chamado guerra as drogas,  o país europeu parece estar dando um passo atrás. Se outrora, com a legalização da maconha e a permissividade dos coffee shops os holandeses varreram os traficantes de rua e adotaram a política de redução de danos, a nova resolução que pretende obrigar os cafés a não comercializarem maconha para turista parece ir na contramão do que estava dando certo.

A cidade de Maastricht foi a primeira a adotar as novas regras. Segundo a prefeitura da cidade, a decisão foi tomada devido ao grande número de turistas que iam à cidade apenas para consumir maconha, causando um verdadeiro colapso nas estreitas ruas da cidade. Estima-se que até o dia 1 de Janeiro de 2013, a proibição chegará a Amsterdam, contudo, será mesmo que esta onda vai pegar a todos na Holanda?

Não podemos descartar que o turismo da maconha enche os cofres públicos holandeses. Estimam-se que cerca de 50% dos turistas vão à Holanda para poderem frequentar os famosos Coffee Shops, enquanto 10% dos visitantes, vão exclusivamente ao país em busca da potente maconha holandesa. Somados, os “cafés” geram uma receita anual de $2,5 bilhões, que por sua vez produz  $503 milhões em receitas fiscais, que podem ser revertidas em bem coletivos para a população.

Com o possível fechamento das vendas de maconha para turista, a Holanda vai voltar a ter problemas com os traficantes de rua, além do que os Cafés, que atualmente vendem exclusivamente maconha e haxixe, vão começar a vender também álcool e consequentemente criar um mercado negro para vender maconha debaixo do balcão, como confirma este dono de um estabelecimento. "Eu vou voltar para a venda de álcool , e voltar a vender sacos de maconha embaixo do balcão. ", afirmou Michael Veling, proprietário do 420 Café Amsterdã.

Em contrapartida, A Associação Varejista de Cannabis, que engloba os 680 cafés, entrou com uma ação pedindo a anulação desta nova medida. O próprio prefeito de Amsterdã, continua contrário à proibição da venda de maconha para turistas.

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