terça-feira, 17 de abril de 2012

Os Estados Unidos e a nova guerra contra a Maconha


A Universidade de Oaksterdam, uma auto-proclamada “Faculdade da Cannabis”, em Oakland, na Califórnia, foi chamada de tudo, da “Princeton da maconha” a “Harvard da erva”. Seu fundador, Richard Lee, tornou-se o rosto público do movimento para legitimar a maconha. Um paraplégico, ele usa a droga para fins medicinais, o que é legal na Califórnia e 15 outros estados além do Distrito de Columbia.

Agora, no entanto, Lee foi vítima de batidas policiais, perseguido e corre o risco de enfrentar uma acusação federal. Neste mês, agentes federais armados invadiram sua casa e escritórios para confiscar plantas e documentos. Lee afirma agora que, indiciado ou não, planeja sair de seus negócios relacionados à maconha.

 As invasões em suas propriedades são apenas exemplos de uma repressão federal muito maior que tomou estados e municípios de surpresa. Dispensários, e até mesmo senhorios de dispensários de operadores, na Califórnia, no Colorado e em Montana vêm recebendo cartas ameaçadoras, e muitos já fecharam suas portas. Os produtores e os usuários estão assustados. Alguns protestaram. Outros, se encolheram e voltaram ao mercado negro.

Por que o governo federal está fazendo isso? Por um lado existe uma lei federal, a Lei de Substâncias Controladas, que não reconhece nenhuma exceção para a maconha medicinal e considera, portanto, que todo o uso e comércio é um crime. Mas por outro lado, o governo de Barack Obama inicialmente sinalizou que não iria deliberadamente entrar em conflito com os estados sobre a maconha. No chamado memorando Ogden, de 2009, o Departamento de Justiça aconselhou seus advogados a deixar pequenas acusações envolvendo maconha nas mãos dos estados, se concentrando em crimes mais graves.

 Mas então, no ano passado, o governo emitiu a nota Cole (os documentos recebem os nomes dos vice-procuradores-gerais que os escrevem). Ele parecia, no palavreado denso, sugerir que o memorando de Ogden havia sido mal interpretado, e que os procuradores federais deveriam realmente ir atrás do comércio de maconha.

Para Ethan Nadelmann, diretor da Drug Policy Alliance, que faz lobby para o fim da “guerra contra as drogas”, isto sugere que seis procuradores federais pode estar agindo por conta própria, talvez até mesmo em conflito com o governo. O presidente, neste cenário, está muito assustado para se aproximar de qualquer coisa que possa parecer uma abordagem suave com relação às drogas em um ano eleitoral.

Um comentário:

  1. fumo MUITA maconha e nao penso em parar, me deixa bem, custa pouco, encontro facilmente um traficante em cada esquina e me vende mesmo se sou menor de idade. Ai tem o traficante que mata policiais para continuar com se negocio, a policia prende ou mata traficante para defender a sociedade inclusive eu “usuario” do traficante, mais morre tambem os inocente que estao no meio do fogo cruzado. Muito bom, vcs nao acham? Para que DESCRIMINALIZAR? Maconha nunca matou usuario nenhum no mundo inteiro por seu uso, porem morre os traficas, os policiais, e os inocentes, incrivelmentes sao exatamente essas pessoas que sao a FAVOR dessa guerra contra as drogas e do crime organizado. Nao quer descriminalizar, tudo bem, nao planto minha erva para meu consumo proprio, porque hoje isso ainda pode ser considerado um reato grave, muito melhor continuar comprando do traficante, que o risco para min usuario é bem menor. E assim eu continuo fumando e vcs morrendo.

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