segunda-feira, 21 de maio de 2012

Em clima de festa, Marcha da Maconha Recife ocorre com muita tranquilidade


Com gritos de ordem e adaptações musicais, cerca de 1.000 defensores da descriminalização da maconha saíram em passeata no Recife, neste domingo, cumprindo o calendário do denominado Maio Verde, no qual se extende por todo mês as várias marchas da maconha. O objetivo do evento era de estimular o debate junto à sociedade, de acordo com o estudante de engenharia da computação, Marcos Aurélio Silva Souza, 31 anos, porta-voz do movimento, que ocorreu pacificamente, sem maiores problemas.

Os integrantes da marcha se concentraram na rua da Moeda, no bairro do Recife, endereço tradicional para o público alternativo e um polos mais procurados no período de Carnaval. Desde a concentração e durante todo o percurso, com menos de 3 km, os manifestantes foram acompanhados de um destacamento com 25 policiais militares, segundo o capitão Bruno Machado. "Estamos aqui apenas para impedir algum crime, como o consumo ou tráfico de substância ilícitas. Com relação ao debate, à polêmica: esse é um assunto que vale a pena ser discutido para ser melhor esclarecido", contou o capitão Machado, que mostrou não ser tão contrário ao debate, como alguns policiais, como por exemplo no Amazonas, no qual os integrantes foram acusados de pertencer a grupos criminosos.

A marcha saiu pontualmente às 16h30 e foi considerada uma das mais tranquilas a favor da descriminalização da droga. "Depois que o STF liberou a manifestação pelo debate, a turma do contra ficou sem força", disse Souza. Este ano, três deputados estaduais ligados a igrejas pentecostais ainda tentaram impedir a marcha junto ao Ministério Público de Pernambuco, mas não obtiveram sucesso, já que mesmo que eles queiram, não podem e não tem o poder de passar por uma decisão da Suprema Corte do Brasil.

Como em outros anos, a marcha reuniu jovens - e outros nem tanto -, mas todos à vontade e com uma expressão de diversão em torno da proposta pela descriminalização. Era comum, entre um "viva a maconha!", amigos se olharem rindo por estarem gritando palavras, no mínimo, polêmicas no meio da rua, que até outro dia, era reprimida com violência e com muita pancadaria! Não é apenas um simples “viva a maconha” é um “viva a paz e o amor”, “viva a educação”, “viva o respeito ao próximo” e “viva as liberdades individuais previstas na constituição”.

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