quinta-feira, 3 de maio de 2012

Marcha da Maconha no Rio de Janeiro - 5 de Maio (Por Fabiana Franco)

Para aqueles que acham que a “Guerra contra as Drogas” nada tem a ver com o seu próprio cotidiano, essa semana guarda uma ótima oportunidade para repensar sobre o assunto, isso porque acontecerá no dia 05/05/2012, na Praia do Arpoador (Rio de Janeiro) mais uma Marcha da Maconha.

O uso de substâncias psicoativas é observado ao longo de toda a história da humanidade e em diversos locais. Acreditar em o mundo funcionando a partir de agora sem essas substâncias é ingenuidade.

Certos conceitos merecem ser readaptados a nossa nova realidade social, não apenas porque está mais do que claro que a política proibicionista foi um tiro que saiu pela culatra, mas também porque cada vez mais estudos estão mostrando que essa proibição está pautada muito mais em preconceitos do que em fatos propriamente ditos. De 272 milhões de usuários de drogas ilícitas, 202 millhões são consumidores de cannabis, um consumo que não oferece a arrecadação de impostos e também nenhum tipo de controle, desde quem está consumindo até o controle de qualidade da substância.

O fato de não haver legalmente uma clara distinção entre traficantes e usuários, têm trazido para a prisão uma gama de indivíduos onde o problema não é simplesmente o tráfico de drogas, mas sim um histórico de injustiças e déficit com determinadas classes socioeconômicas.

“É preciso não confundir as coisas” - diz o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na abertura do seminário Integração de competências no Desempenho da Atividade Judiciária com Usuários e Dependentes de Drogas – “O tráfico exige o tratamento duro, mas o usuário para não pode ser tratado como traficante e precisa ser entendido como um problema de saúde pública”.

O advento da tecnologia e principalmente da internet, permitiu um maior alcance de informações. E nesse novo contexto que o ser humano se encontra essa mudança se tornou inevitável, vemos pelos exemplos de países como a Holanda, Estados Unidos e até mesmo Espanha, e trata-se de uma questão de tempo para o mesmo acontecer no Brasil. Isso porque os benefícios medicinais, industriais e sociais superam em número e grau os problemas que uma regulamentação poderia vir a trazer. Há uma série de questões a serem abordadas antes alguma mudança ser feita e para esse tipo de debate ser levado efetivamente em conta, é necessário uma mobilização de cunho populacional. Assim como a “Ficha Limpa” foi proposta por uma mobilização do povo, o “Fim da Guerra contra as drogas” deve partir dele, pois é uma conquista feita para o mesmo.

FONTE: http://www.planetamaconha.com

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