sexta-feira, 4 de maio de 2012

Segundo pesquisa, 8,9% dos caminhoneiros que trafegam em SP usam drogas


Uma pesquisa da USP (Universidade de São Paulo) mostra que 8,9% dos caminhoneiros usam drogas tais como anfetaminas, cocaína e maconha. As substâncias foram detectadas em amostras de urinas coletadas durante blitze de saúde feitas pela Polícia Rodoviária Federal entre o fim de 2008 e 2011 em rodovias paulistas.

O resultado foi apresentado na semana passada durante um seminário sobre segurança no trânsito promovido pelo HC (Hospital das Clínicas), segundo a "Folha de S.Paulo".

Das 1.009 amostras, 90 delas apresentavam algum tipo de resíduo de drogas. A presença mais constante foi dos famosos "rebites" (anfetaminas), presentes em 5,4% dos testes que deram positivo. Em seguida vieram a cocaína, presente em 2,6% das amostras, e a maconha, em 1%. Dado interessante e que precisa de cuidado, é que muito dos caminhoneiros hoje preferem se utilizar de cocaína. O uso desta substância pelos profissionais do trânsito cresce em larga escala, perdendo apenas, como supracitado, para o Rebite.

O estudo foi coordenado pela professora de medicina legal Vilma Leyton. A mestranda Daniele Mayumi, da Faculdade de Medicina, que usa os dados em sua dissertação, explica que tais drogas funcionam como estimulantes. "Os números são altos nessa categoria de trabalhadores porque eles têm uma carga de trabalho maior e precisam se manter acordados para dirigir, principalmente à noite. Eles admitem que usam para ficarem mais tempo acordados", disse Mayumi à "Folha".

Fiscalização

As amostras não deram positivo para álcool. Isso pode ser explicado pelo fato de que certas drogas ilícitas podem ser detectadas até quatro dias após o uso. Já os traços de álcool podem sumir da urina em algumas horas.
Nas rodovias, usa-se o bafômetro para detectar se um motorista bebeu. Porém, não há como aferir o uso de drogas.
Dados da Polícia Rodoviária Federal apontam que, em 2011, as rodovias federais que cortam São Paulo registraram 3.013 acidentes envolvendo caminhões. Não é possível saber em quantos deles os motoristas usaram drogas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário