sexta-feira, 15 de junho de 2012

Como pensar que a prisão vai melhorar um usuário de droga, se não conseguimos nem evitar a sua entrada nas penitenciárias?


Uma revista em busca de drogas foi o estopim de uma rebelião na Cadeia Pública do Carumbé, onde mais de 70 detentos da Ala D se armaram com pedras e pedaços de madeira, que foram arremessados contra os PMs.

O motim ocorreu anteontem à tarde, após policiais militares iniciarem uma revista nas celas, a pedido da 
direção, uma vez que havia a suspeita da existência de entorpecentes com os detentos.

Os presos das celas 11, 12 e 13 começaram a arremessar objetos contra os policiais, que pediram ajuda. A confusão aumentou e os policiais tiveram que fazer uso de munição antimotim e gás de efeito moral para conter a rebelião.

Após acalmar os ânimos, os presos foram transferidos para outra ala. Na revista, os policiais e prisionais apreenderam maconha, 36 trouxinhas de pasta-base de cocaína e dois tabletes do mesmo entorpecente, totalizando cerca de 100 gramas. Diante disso, eu me pergunto: Como proibir as drogas, se não conseguem controlar a entrada dela em qualquer cadeia ou penitenciária do mundo?

No entendimento dos policiais, a droga chega sempre com visitas que escondem o entorpecente nas partes íntimas e em alguns objetos, driblando a fiscalização. Na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, policiais militares que ficam na torre de vigilância localizaram uma sacola com um celular, quatro carregadores e dois tabletes de maconha. A apreensão ocorreu no início da tarde.

O entorpecente, o celular e acessórios estavam numa sacola plástica jogada de fora para dentro do muro. Ela foi localizada no pátio externo do presídio, mostrando mais uma vez a morosidade do sistema público carcerário quando falamos de objetos que não poderiam estar ali dentro da cadeia.

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