quarta-feira, 20 de junho de 2012

Governo do Uruguai já planeja legalizar o comércio de Maconha


A tendência mundial é a legalização da maconha. A sensatez parece que cada vez mais vai tomando conta dos líderes mundiais, que começam a enxergar o fracasso da chamada guerra às drogas. 

O combate armado até agora só serviu para fortalecer os grandes narcotraficantes, que expandiram seus negócios entre as fronteiras de vários países.

Alguns ainda discordam e batem o pé, afirmando que a legalização da maconha é coisa de europeu. Contudo, não apenas no Velho Continente, como também aqui no Mercosul, vários países já adotam uma política mais tolerante em relação à Cannabis.

Podemos destacar, que entre os nossos vizinhos, os mais desenvolvidos em relação à Cannabis são os uruguaios, que já toleram a maconha e ainda planejam legalizar a venda da erva. Os consumidores cadastrados terão direito a comprar cerca de 40 cigarros por mês, de acordo com um novo projeto do Executivo que visa à regularização da droga. O objetivo é combater o consumo e o tráfico de cocaína — considerada pelas autoridades um dos maiores flagelos do país.

A lei desenvolvida pelo presidente José Mujica, junto a ministros do gabinete de segurança e de um grupo interdisciplinar de técnicos, vai criar um registro de consumidores, que seriam devidamente identificados. Eles teriam acesso a uma quantidade de 40 cigarros de maconha mensais para consumo individual — limite estabelecido por médicos. A droga também passaria por controles de qualidade e rastreamento.

O preço dos cigarros controlados será acessível ao público, de acordo com o projeto, e conterá um imposto adicional destinado à reabilitação de viciados em drogas.

Ao ser perguntado sobre a legalização do cultivo de maconha para consumo próprio, durante uma entrevista em maio deste ano, Mujica disse que não era a favor da medida: “Não sou a favor, mas não tenho autoridade moral para impedir que se cultive, já que fumei tabaco por toda a minha vida. Vou passar uma imagem de velho conservador? Mas, como tudo na vida, é preciso haver limites”.

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