sexta-feira, 29 de junho de 2012

ONG critica monopólio da maconha no Uruguai, mas aplaude a iniciativa


O projeto do Uruguai de legalizar a maconha está no caminho certo, mas falha em sua concepção ao propor um monopólio estatal da planta, disse nesta quinta-feira o diretor da maior organização nos Estados Unidos a favor da descriminalização da Cannabis Sativa.

"É muito incomum que um governo esteja envolvido no monopólio da produção de qualquer matéria-prima, em qualquer produto agrícola", disse à AFP Ethan Nadelmann, líder da Drug Policy Alliance (DPA, aliança para uma política em matéria de drogas).

 "Frequentemente isso leva a uma ausência de controle de qualidade ou diversidade", explicou, insistindo, contudo, no apoio de sua organização, que defende há 20 anos a descriminalização da maconha nos Estados Unidos, à "audaciosa" proposta uruguaia.

Atualmente, o consumo e a posse para uso pessoal de maconha não são crimes no Uruguai, apenas a comercialização.

O projeto de legalização, anunciado na quarta-feira pelo presidente José Mujica e que ainda deve ser estudado pelo Parlamento, implica que a droga seja produzida e vendida sob controle estatal.

 Nadelmann recomendou ao Uruguai "observar os modelos existentes como os cafés da Holanda, os clubes sociais da Espanha e os dispensários de maconha medicinal nos Estados Unidos", onde a produção e distribuição são de gestão privada.

A legalização "definitivamente ajudará" a combater o narcotráfico, "porque oferecerá uma fonte alternativa" se o governo puder oferecer um bom produto a um preço razoável, afirmou.

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