terça-feira, 5 de junho de 2012

Veteranos de guerra defendem o uso medicinal da Maconha


O ex-sargento de Glendale, Emanuel Herrera, se alistou na Guarda Nacional do Arizona após 9/11, querendo ajudar o seu país. Em 2006, oferecendo segurança para um comboio perto do “acampamento Anaconda”, no Iraque, o caminhão atingiu uma bomba. A explosão transformou a noite em dia, quase destruiu o pescoço do então sargento, além de o deixar com lesões cerebrais e estresse pós-traumático.

A partir dai sua vida se transformou em dor e ele acabou se viciando em analgésicos. A história começou a 
mudar um pouco a partir do momento em que Herrera foi aconselhado pelos médicos a consumir maconha legalmente, dentro de um programa do governo . Após alguns meses, a melhora nas dores não só físicas, mas como também mentais, foram significativas.

"Um médico disse que eu poderia ter alguns transtornos por isso, contudo eu fiz isso de forma legal e eu sei que funciona – Eu sou prova de que funciona."

Segundo Herrera, ninguém recolhe dados sobre o número de veteranos que participam em programas de maconha medicinal no Arizona ou nos outros 16 estados onde a maconha medicinal  é legal. Mas os veteranos e os defensores do programa dizem que aqueles que serviram o exército e sofreram na guerra lesões graves, estão conseguindo transformar a Cannabis como uma excelente ferramenta para lidar com os sintomas incapacitantes do pós-traumático, lesões cerebrais traumáticas e dor física crônica.

No Arizona, os veteranos estão liderando um movimento para as autoridades de saúde para adicionar o pós-trauma como uma condição de qualificação para o programa de maconha medicinal. Atualmente, apenas os indivíduos com diagnóstico de como a dor crônica, câncer e outras condições debilitantes conseguem participar do programa do governo.

Dezenas de veteranos  escreveram cartas de testemunhos sobre os benefícios da Cannabis durante  uma audiência pública no Departamento de Serviços de Saúde do Arizona, no mês passado, dizendo que os medicamentos tradicionais prescritos para a dor são inadequados.

Contudo, o governo federal enviou mensagens contraditórias sobre a questão, com a ameaça de aplicação da lei federal em programas dos estados e do pessoal médico que permite a participação.

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