sábado, 7 de julho de 2012

Apreende-se muitas drogas, mas a mesma continua circulando


Todo o esforço da Secretaria de Segurança do para o efetivo combate dos traficantes, nas cidades e rodovias, pode estar comprometido se o governo federal não se conscientizar da necessidade de reforçar a vigilância nas fronteiras e claro usar de uma outra tática para de fato acertar o narcotráfico que não seja a guerra. O Estado, pela fragilidade de policiamento nessa região, transformou-se na porta de entrada dos diferentes tipos de entorpecentes – em especial a maconha, a cocaína e o terrível crack. É uma situação preocupante que exige uma resposta eficiente e imediata.

Nas últimas 24 horas a Polícia Militar apreendeu 54 quilos de maconha em duas operações distintas. Uma dessas ações aconteceu na BR-373 e teve como resultado a apreensão de um adolescente. O rapaz transportava num ônibus intermunicipal 13 quilos de maconha. Na madrugada de sexta-feira, outros 41 quilos foram apreendidos com dois rapazes na Avenida Souza Naves – perímetro urbano da BR-373.

Muito embora exalte essas apreensões de traficantes, a sociedade se preocupa com o fato dessa droga ter saído do Paraguai sem enfrentar o menor tipo de resistência. Isso acontece pela ineficiência da fiscalização na fronteira e pelo tipo de tratamento que damos ao problema das drogas. Digamos que com a oferta e a demanda sempre crescentes, é quase impossível vigiar toda a fronteira, fazendo guerra, usando a fracassada teoria americana, as coisas se complicam ainda mais, pois investimos em equipamentos e armamentos do lado de cá e os narcotraficantes fazem a mesma coisa do lado de lá, tornando um verdadeiro jogo de gato e rato.

Nas cidades, os organismos de segurança travam uma batalha diária contra o tráfico de drogas, desmontando redes criminosos, fechando as centrais de distribuição, apreendendo material entorpecente e prendendo os envolvidos nesse crime. Mas tudo é paliativo. O tráfico transformou-se num grande negócio e muitas vezes envolve famílias. Em boas palavras, digamos que é impossível que se derrote o tráfico guerreando contra ele, pois no meio deste confronto, quem vai mais estar sofrendo é a sociedade, que fica de mãos atadas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário