sexta-feira, 20 de julho de 2012

Assistência Social divulga levantamento do uso de drogas no Rio


Um levantamento da Secretaria municipal de Assistência Social identificou pela cidade do Rio de Janeiro mais de três mil usuários de crack, que ficam em vários bairros diferentes à procura da droga pelas 11 cracolândias espalhadas pela capital.

Outra pesquisa do Nepad (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas) que ouviu 61 adolescentes entre 12 e 18 anos viciados em alguma droga mostra que 60% eram usuários da pedra, nome vulgar do crack.

Para sustentar esse vício do crack, os jovens entrevistados chegam a gastar R$ 740 por semana na compra da droga. Para ter o dinheiro rápido, 63% admitiu roubar a mão armada motoristas e pedestres.

Além disso, a pesquisa mostrou que 25% também fumam maconha e 5% dependem de cocaína.

Droga mais barata

O anúncio feito em junho por traficantes do Jacarezinho de que as vendas de crack estariam proibidas na comunidade teria feito o preço da droga cair para cariocas, segundo "O Dia".

No atacado, um quilo de crack puro, que custava ao fornecedor R$ 11 mil, após a proibição, foi a R$ 9 mil. A droga misturada passou de R$ 9 mil para R$ 7 mil, aquecendo o mercado ilícito deste entorpecente.

Política proibicionista

A atual política brasileira de combate às drogas segue a tática dos EUA, que consiste em guerrear. Contudo, a proibição das drogas as tornam uma grande fonte de renda para os narcotraficantes, que por sua vez, investem cada vez mais este dinheiro negro, em novas soluções para sustentar a sua rede criminosa de contatos.

A proibição das drogas causam um grande encarceramento da população, além de uma guerra sem fim, fazendo com que o derramamento de sangue aumente tanto quanto os investimentos no combate bélico às drogas, sem efetivamente coibir o aumento de usuários das chamadas substâncias entorpecentes.

Com o método proibicionista, paralelamente às mortes e ao encarceramento, surge um aumento da violência, justamente pela disputa dos pontos estratégicos para a vendas de drogas e também da própria polícia no combate ao entorpecente.

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