quinta-feira, 19 de julho de 2012

Brasil quer que os EUA através dos seus órgãos de inteligência liberem documentos da ditadura


O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota recebeu uma nova missão do governo: convencer o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, a determinar que os órgãos de inteligência/segurança de seu país liberem documentos _ ainda mantidos sob reserva _ que a Comissão Nacional da Verdade precisa para recontar a história dos anos de chumbo no Brasil.
Diplomacia

As negociações estão sendo travadas entre o Itamaraty e as autoridades responsáveis pela política externa americana. Chegou-se a pensar inicialmente na possibilidade de um contato direto entre a presidente Dilma Rousseff e Obama.

Apoio e ressentimentos

O tema é delicado porque o governo americano apoiou o regime militar e fechou os olhos para a violação dos direitos humanos; de seu lado, ainda guarda ressentimentos por causa do seqüestro de seu ex-embaixador, Charles Elbrick, e do assassinato do capitão americano Charles Rodney Chandler, em setembro e outubro de 1969.

Péssimo negócio

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) foi um dos primeiros parlamentares a assistir, no celular de um jornalista, o vídeo com as picantes cenas de sexo envolvendo a assessora de seu colega Ciro Nogueira (PP-PI) e da CPI do Cachoeira. “E eu aqui com um assessor desses”, brincou, apontando para um servidor de seu gabinete.

Fim do lobby

A criação, ontem, da comissão de senadores encarregada de analisar o anteprojeto da reforma penal é a pior coisa que poderia acontecer para os defensores da legalização do jogo. Ela funcionará sob pressão da CPI de Cachoeira que, como se sabe, só existe porque a contravenção está na origem de uma série de crimes.

Crime

A possibilidade da exploração de jogos virar crime agora é concreta e desconstruiu o caro lobby pela legalização bancado por empresários e que tinha forte receptividade no Congresso.

Temas polêmicos

A comissão tem pelo menos outros cinco temas polêmicos para analisar: a descriminalização da maconha para uso, a legalização do aborto, a punição de motoristas embriagados, a criminalização do bullyng e o endurecimento da lei que pune a tortura.

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