terça-feira, 31 de julho de 2012

Consumo de cannabis pode estar associado com o menor risco de mortalidade em pacientes com Transtornos Psicóticos


Segundo um estudo que vai ser divulgado no Jornal de Pesquisa Psiquiátrica, o uso de cannabis está relacionada com o menor risco de mortalidade em pacientes que sofrem de esquizofrenia e transtornos psicóticos relacionados. Uma equipe internacional de investigadores da Universidade de Maryland (School of Medicine) e da Universidade de Inje na Coréia do Sul avaliaram o impacto do consumo da substâncias  na história  de 762 pacientes com esquizofrenia ou transtornos relacionados.

Os investigadores relataram  e observaram uma menor mortalidade ajustada ao risco variável dos usuários de maconha em comparação com  os não-usuários de maconha, apesar de que estes indivíduos tenham sintomas semelhantes e façam tratamento com anti-psicóticos.

Os autores especulam que a associação entre uso de maconha e risco de mortalidade pode ser reduzida porque "cannabis em si pode ter alguns benefícios à saúde."

Os cientistas ainda concluíram que: "Para nosso conhecimento, este é um dos primeiros estudos que analisa o risco de mortalidade com cannabis e álcool em pessoas com DP (distúrbios psicóticos).

Conselheiro  da NORML nos EUA,Dr. Lester Grinspoon, psiquiatra e ex-professor de Harvard Medical School,  disse que embora promissor, os estudos requerem replicação em ensaios separados.

"Ao ler a literatura cannabis ao longo dos anos, aprendi a ser um pouco cético sobre qualquer relatório único  e" esperar para ver " novos dados, eventualmente, fora da realidade", disse Grinspoon.

Até o momento a associação entre uso de cannabis e transtornos psicóticos como a esquizofrenia não é bem compreendida. Enquanto alguns estudos têm associado o uso de cannabis com maior função cognitiva - incluindo melhor desempenho em medidas de velocidade de processamento e habilidades verbais - outra pesquisa sugeriu que o consumo de cannabis, uso particularmente pesado em uma idade adiantada, podem precipitar ou agravar a doença em pessoas já vulneráveis a ele.

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