quarta-feira, 4 de julho de 2012

Missão internacional vai ao Uruguai para debater sobre a legalização da Maconha


Raymond Yans, presidente da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), entidade que monitora o cumprimento das convenções da ONU contra drogas, declarou nesta terça-feira que viajará ao Uruguai assim que receber a autorização do governo do país, com o objetivo de manter um diálogo "franco e aberto" sobre a proposta de legalizar a venda da maconha.

Em entrevista por telefone à EFE, o presidente da Jife - sediada em Viena, assim como o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) - lamentou que, até o momento, só tenha recebido notícias da proposta do governo uruguaio através da imprensa, e não por canais oficiais. "Percebemos que a própria embaixada do Uruguai em Viena também não recebeu informações oficiais, portanto estamos um pouco desconcertados. Por enquanto, só temos informações da imprensa, e uma decisão tão importante deveria ser de conhecimento das Nações Unidas", afirmou o especialista belga.

De qualquer maneira, segundo o lido na imprensa, Yans ressaltou que, "se o projeto for confirmado, seria totalmente contrário ao artigo quarto da Convenção de 1961 e o Uruguai poderia ter dificuldades com outros países se isso ocorrer" de forma unilateral. Yans declarou que está "preparado para viajar a qualquer momento a Montevidéu" com o propósito de "manter um diálogo confidencial, honrado, direto, aberto e franco com o governo, se o governo o permitir, certamente".

Questionado sobre as possíveis implicações legais que pode ter a violação de uma normativa internacional ratificada também pelo Uruguai, Yans indicou que teria "consequências de longo alcance para o comércio internacional do Uruguai de outras substâncias", como a morfina e a codeína. "Mas não quero ameaçar ninguém", afirmou, sem querer entrar em mais detalhes. "Minha intenção não é ameaçar, mas dialogar sobre a aplicação das convenções internacionais".

A missão proposta pela Jife se justifica pelo recente anúncio do governo uruguaio sobre a intenção de o 

Estado assumir o controle da produção e da distribuição da maconha. O argumento do governo é que o consumidor da droga, quando a compra do tráfico, acaba se interessando pela pasta base de cocaína e pode começar um vício ainda pior.

2 comentários:

  1. Bahhhh ESTÚPIDOS DE MIERDA los de babylon no quieren que los países ni QUE LA MISMA EVOLUCIÓN AVANCE, no quieren que abran sus mentes culturalmente, que triste ver lo que dice ese tal comisionado de la JIFE :/

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  2. Legaliza logo para eu poder plantar no meu quintal. Sem ser preso como traficante.

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