sábado, 25 de agosto de 2012

Entenda a Maconha Medicinal




Para alguns, a maconha para uso medicinal é uma contradição em termos, imoral ou simplesmente ilegal. Mas para Aldrich e numerosas pessoas em todo o mundo, a maconha, ou canábis, representa um medicamento essencial, que alivia sintomas debilitantes. Sem ela, essas pessoas não seriam capazes de tratar suas doenças. Aldrich acha que ele estaria morto sem a maconha. Outros, como o médico Kevin Smith, que também foi mostrado nessa campanha pró maconha medicinal, não podem tratar suas doenças por medo de infringir a lei. Smith diz que, salvo uma viagem a Amsterdam em que ele tentou a maconha, a doença autoimune de que ele sofre impediu-o de dormir profundamente à noite nos últimos 20 anos.

Nos Estados Unidos, nos Estados onde a maconha medicinal é legal, os médicos recomendam marijuana para muitas condições e doenças, frequentemente para aquelas que são crônicas. Entre elas estão náusea (especialmente as resultantes da quimioterapia), perda de apetite, dor crônica, ansiedade, artrite, câncer, Aids, glaucoma, esclerose múltipla, insônia,  TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade), epilepsia, inflamação, enxaquecas e doença de Crohn. A droga também é usada para aliviar dores e melhorar a qualidade de vida de doentes terminais.

Uma questão comum associada à maconha para fins medicinais é por que usá-la quando outras medicações legalizadas estão disponíveis? Defensores respondem que os pacientes não usam a cânabis simplesmente para sentir-se bem. Em vez disso, as leis que autorizam o uso da maconha para propósitos médicos trabalham com a crença de que certos sintomas e doenças podem ser melhor tratados com a marijuana - assim como dois comprimidos de Tylenol podem ajudar com a dor de cabeça de alguém.

Por exemplo, foi mostrado que a maconha diminui as náuseas e aumenta o apetite, o que pode ser essencial para pacientes que estão tendo dificuldades de manter a comida no estômago ou de manter uma nutrição adequada. Para quem sofre de glaucoma, por exemplo, a maconha ajuda a baixar a pressão intraocular. Alguns tipos de dores, como a neuropatia periférica, também respondem melhor à marijuana do que aos analgésicos convencionais [fonte: Grispoon]. Para alguns pacientes de câncer e Aids, drogas que supostamente deveriam aumentar o apetite simplesmente não funcionam. Outros pacientes estão cansados de usar medicações que podem ser consideradas narcóticas, viciantes, perigosas ou que produzem efeitos colaterais desagradáveis.

O corpo da pesquisa a cerca do valor medicinal da maconha é extenso. Muito dele está relacionado ao tetraidrocanabinol (THC), um dos canabinoides da maconha. O THC é o que leva a pessoa a se sentir "alta" e também o que dá à cânabis algumas de suas propriedades medicinais, como o aumento de apetite. O corpo humano produz endocanabinoides,  sua própria versão dos canabinoides. Estudos mostram que o sistema endocanabinoide ajuda a regular as respostas do corpo "a uma variedade de estímulos" [fonte: Nature]. O corpo produz endocanabinoide quando necessário, mas às vezes o efeito é muito breve. Os receptores endocanabinoides são encontrados pelo corpo, mas são especialmente proeminentes no cérebro. Os canabinoides na maconha, como o THC, se unem a esses receptores, produzindo vários efeitos, alguns medicinais, como redução da dor ou da ansiedade, mas também a sensação de estar "alto".

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