sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Intensificam as campanhas para legalizar a maconha no Colorado


As campanhas contra e a favor da legalização da maconha para uso pessoal no estado do Colorado se intensificaram nesta quinta-feira, devido à votação sobre o tema marcada para novembro, junto com as eleições presidenciais.

Enquanto um grupo ressalta os benefícios econômicos e sociais da planta, outro destaca os perigos que tal medida pode criar. Como não poderia deixar de ser, o tema é polêmico e desperta a atenção não só da população do estado do Colorado, mas como também de todos os EUA. Assim como o estado de Washington, o Colorado pretende legalizar a maconha também para fins recreativos.
Em julho de 2011, uma coalizão de organizações e ativistas do Colorado iniciou uma campanha para regular a maconha como o álcool, que depois foi apoiada pela Emenda 64, proposta que visa que os maiores de 21 anos possam possuir e consumir até uma onça (28 gramas) de maconha.

A Emenda 64 também inclui regras para a emissão de licenças para venda de maconha em locais específicos, os impostos que esses estabelecimentos devem pagar, o cultivo, a produção e a avaliação da qualidade das plantas.

O advogado Brian Vicent, uma das duas pessoas que iniciou a campanha a favor da Emenda 64, explicou que esta medida "gerará milhões de dólares em novas receitas tributárias" e que "redirecionará recursos de aplicação da lei para crimes mais graves".

Se os eleitores aprovarem a Emenda 64, o estado do Colorado não poderá condenar pessoas que portem até 28 gramas de maconha (que até o momento são penalizadas com uma multa de até US$100), ou que cultivem até seis pés da planta.

Além disso, a Emenda estabelece um imposto de 15% (que se soma ao já existente no comércio) para a venda de maconha de um produtor atacadista a uma loja de varejo.

Mason Tvert, outro impulsor da iniciativa, enfatizou que a "desnecessária proibição" do uso de maconha deve ser substituída por um "sistema de estreitos controles", incluindo regras e impostos, como já acontece com o álcool.

Mas nem todos acham que a Emenda 64 gerará os benefícios que seus defensores apontam.

"Temos que fazer todo o possível para encorajar as pessoas que votem contra esta emenda. Não podemos permitir que a maconha seja legalizada", disse Fidel Montoya, diretor de uma aliança religiosa multicultural de Denver que iniciou uma campanha contra a emenda.

"As crianças e os jovens em nossas comunidades sofrerão as consequências mais perigosas se permitimos a legalização", acrescentou, recorrendo aos velhos argumentos proibicionistas e sem algum fundamento científico. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário