segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Jornalista afirma em livro que maconha poderia salvar a economia dos EUA


Um novo livro vem chamando a atenção  nos Estados Unidos, por tratara a maconha como uma ferramenta que tem potencial para revolucionar a atual economia. O causador da polêmica e escritor da obra foi o jornalista americano Doug Fine, que afirma em “Muito Chapado para Fracassar — Cannabis e a Nova Revolução Econômica Verde -  “Too High to Fail — Cannabis and the New Green Economic Revolution”) que os EUA podem faturar em torno ou mais de  8 bilhões de dólares ao ano com a legalização da maconha.

Uma pequena comunidade serviu de ponto de observação para o livro. No lugarejo, 80% da economia gira em torno das plantações de maconha. Autoridades locais apoiam e protegem os plantadores com um programa de licença inédito, que cobra pelo registro de até 99 plantas.

O livro é lançado no momento em que três Estados americanos se preparam para votar, nas eleições de novembro, pela legalização do uso recreativo para adultos da maconha. Ao mesmo tempo, o governo federal continua a considerá-la uma droga ilegal, sem valor medicinal e altamente viciadora, liderando uma guerra contra os 17 Estados que liberaram a planta para fins médicos.

Apesar do governo federal não reconhecer a Cannabis como uma planta que possui valores medicinais, está provando cientificamente que a maconha ajuda no tratamento de diversas doenças, sendo benéficas principalmente em pacientes portadores de dores crônicas, insônia, câncer, queimaduras, entre uma infinidade de outras enfermidades que podem se estender até à ansiedade.

Segundo um professor de economia de Harvard, entrevistado no livro, a droga poderia ter rendido aos cofres do governo US$ 6,2 bilhões em impostos em 2011 e, após sua legalização, esse número poderia subir para US$ 47 bilhões.

No Brasil, o debate para a descriminalização do porte e plantio de maconha em pequenas quantidades  está a todo vapor. O anteprojeto do código penal prevê está prática, descriminalizando também o uso, deixando que estes atos deixem de ser crimes. Entretanto, o anteprojeto deve ser votado apenas após às eleições, segundo dizem no Senado, para que se evite que temas polêmicos como a descriminalização da maconha, aborto e eutanásia, sirvam de ferramentas de campanhas políticas.

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