quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Los Angeles quer acabar com os dispensários de maconha medicinal


Desde 1996, uma lei no Estado americano da Califórnia permite que pacientes comprem a substância para uso medicinal, mediante a apresentação de receita.Mas nas próximas semanas, milhares de farmácias especializadas em maconha serão fechadas. A cidade de Los Angeles passou uma lei proibindo esse tipo de atividade. O argumento deles é que as autoridades não conseguem mais controlar a venda de maconha legalizada.

Não há estatísticas oficiais sobre o mercado de maconha nos Estados Unidos, mas estima-se que só na Califórnia os valores podem chegar a até US$ 5 bilhões por ano. Um mercado legal, que gera renda ao Estado e com as novas regras pode acabar ir parando nas mãos do narcotráfico, que tende  a crescer com o fechamento de várias lojas que atendem pacientes que sofrem doenças crônicas e veem na maconha uma alternativa valorosa para seu tratamento, principalmente no que diz respeito à melhora na qualidade de vida de um paciente.

O supremo tribunal estadual da Califórnia ainda precisa decidir se a palavra final sobre o assunto cabe à cidade de Los Angeles ou ao governo do Estado. Mas essa decisão só deve sair depois do dia 3 de setembro, quando as farmácias especializadas em maconha começarão a ser fechadas, de acordo com o nefasto projeto em LA.

Os dispensários de maconha medicinal vem sofrendo sistematicamente com os ataques do Governo Federal, que não reconhece a maconha como um substância que tem propriedades medicinais. Atualmente, dispensários de todos os EUA vivem uma tremenda queda de braço com o governo federal liderado pelo presidente Barack Obama.

O Conselho Municipal de Los Angeles decidiu por unanimidade na terça-feira (24) proibir lojas com fachadas comerciais que vendem maconha para fins medicinais, uma prática que viola a lei federal dos EUA.

A decisão, por 14 x 0 votos, ocorre após medidas judiciais conflitantes sobre a competência de autoridades locais da Califórnia para fecharem esses estabelecimentos. Alguns observadores dizem que a questão pode chegar à Suprema Corte do Estado.

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