quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Maconha: a droga popular entre atletas profissionais


Menos de um ano depois de incluir a maconha na lista de substâncias proibidas, a Agência Mundial Antidoping descobre que ela é mais popular entre os atletas do que se imaginava; Carmelo Anthony, Rasheed Wallace, Shawn Kemp, John Capel, Giba, Gary Hall Jr e Ross Rebagliati. Esportistas consagrados em diferentes modalidades, todos eles têm alguma coisa em comum: fizeram uso de maconha e acabaram descobertos.

Atual campeão da NBA com o Detroit Pistons, Wallace ficou conhecido como "Haxixe" Wallace depois de ser preso pela polícia quando ainda jogava no Portland Trail Blazers. Outro que ganhou notoriedade foi Kemp, campeão mundial em 1994 com a segunda versão do "Dream Team", que depois de diversos flagrantes passou a ser chamado de Shawn "Hemp".

O brasileiro Giba, flagrado no exame antidoping após jogo do Campeonato Italiano no final de 2002, não ganhou apelidos, mas teve que suportar a gozação das torcidas rivais. "Sei que serei provocado, mas quero entrar na quadra jogar bem, só isso. O resto vou agüentar firme", disse à época.

Protagonista de um dos casos mais recentes, o jovem Carmelo Anthony, estrela do Denver Nuggets e uma das maiores promessas do basquete norte-americano, foi apanhado pela polícia no aeroporto quando embarcava com a equipe para uma partida da pré-temporada da NBA. Uma pequena quantidade da droga foi encontrada em sua mochila, mas o jogador alegou que a maconha pertencia a um amigo.

Já os velocistas John Capel (campeão mundial dos 200 m em 2003) e Monzavous "Rae" Edwards, também norte-americanos, não tiveram como disfarçar. Foram pegos no exame antidoping durante competições e, como mandam as novas regras da Wada para as chamadas "drogas sociais" (que não são usadas para obter ganho de desempenho), receberam apenas uma advertência, já que era a primeira infração de ambos.

Na noite de ontem em Londres, tarde aqui no Brasil, Michael Phelps se consagrou  como o maior medalhista da história das olimpíadas. Contudo, anos atrás, o atleta teve que se explicar após ser fotografado fumando maconha em um bong.

Com tantas polêmicas é de se pensar: e o papel do esportista na sociedade? Pois, bem, para muitos é apenas uma perspectiva equivocada bem lançada pelos patrocinadores, no qual associam a imagem do atleta ao bem estar e aos chamados “bons costumes”.

Essa visão idealizada do papel dos esportistas na sociedade, tão bem embalada e vendida pelos patrocinadores, em nada contribui para uma abordagem mais imparcial do tema pelas entidades responsáveis pelo controle de dopagem.

"Esses atletas (que usam maconha) certamente não estão trapaceando. São vítimas de uma idéia equivocada de que alguém com um talento para chutar uma bola, correr, pular, nadar ou mergulhar, é de alguma maneira um modelo e tem que viver de acordo com um padrão de comportamento acima da média", rebate o jornalista Michael Hann, colunista do jornal britânico "The Guardian".

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