quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Maconha Medicinal foi tema de reportagem na "Globo News"


O uso da maconha como alternativa segura no combate de várias doenças gera polemica, mas cada vez mais esta sendo difundido pelos pacientes da erva ou por comunidades cientificas. reportagem especial exibida no canal “Globo News” abordou o assunto nesta quarta-feira (8).

Segundo o doutor José Ribamar Moreno, anestesista com especialização em dor, na década de 70 a maconha era utilizada pela comunidade médica sem restrição, mas a partir de então se detectou problemas, e principalmente os sociais.  O médico explica: “Os efeitos colaterais mais comuns são os psicotrópicos e os efeitos sobre sistema nervoso automico ou cardiovascular”.

Por outro lado, países como Israel expandem o seu programa de maconha Medicinal. Os cientistas do país apoiam com veemência uso da substancia como uma alternativa segura e barata contra várias doenças, como Parkinson, câncer, epilepsia, glaucoma e artrite reumatóide.

O país tem tradição no estudo da maconha medicinal, pois em 1964, um cientista israelense foi o primeiro a descobrir a substância da planta responsável pelo "barato", o THC.

Hoje, a novidade é o uso da cannabis sem o THC, para estimular a propriedade antiinflamatória do canabidiol sem o efeito alucinógeno. “Nosso objetivo é observar se o extrato de cannabis vai reduzir ou liquidar com as propriedades inflamatórias da célula”, explica a professora de imunologia israelense Ruth Galili.

No laboratório da Universidade de Jerusalém, a professora já testou os efeitos de canabidiol em ratos com quatro doenças: diabetes tipo 1 e 2, artrite reumatóide e isquemia cardíaca. Segundo a professora, a planta agiu “como uma mágica”, atuando sobre cada sintoma das doenças nas cobaias.
Já há um grupo de 20 pacientes, que antes utilizava maconha tradicional, agora testando a planta sem THC

Ali é um jovem israelense que sofre da doença de Crohn e nesse ano começou o tratamento com a maconha com alta quantidade de canabidiol, também conhecida como CBD. “Se eu não fumo eu não posso realizar as tarefas mais simples como trabalhar ou ir à praia. Quando fumo o CBD, a dor vai embora e posso fazer tudo. Trabalho em casa, faço faxina”, disse Ali.

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