quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mais de 1,5 milhão de Brasileiros fumam maconha todos os dias, aponta pesquisa


O uso da Maconha se torna no mundo cada vez mais difundido. Os benefícios trazidos pela cannabis sativa estão mais evidentes e os países começam a repensar a sua política repressora, quando o assunto é a erva. 

Segundo um levantamento realizado pela Unifesp, mais de 1 milhão e 500 mil brasileiros, incluindo adolescentes, consomem maconha todos os dias. Já o uso da droga pelo menos uma vez, nos últimos 12 meses, é admitido por 3,4 milhões de adultos e 470 mil adolescentes entre 14 e 16 anos. Chega a oito milhões o número de pessoas entre 18 e 59 anos que experimentaram a droga alguma vez na vida, ou 7% de toda a população brasileira.

Segundo o estudo, o primeiro contato com a maconha acontece principalmente antes dos 18 anos, segundo respostas dadas por 62% dos entrevistados em todo o Brasil. O índice de uso da maconha no Brasil no último ano foi de 3%. O total parece pouco, mas segundo os responsáveis pela pesquisa, em números absolutos, é a mesma quantidade encontrada em países com maior prevalência do uso. No Canadá o índice sobe para 14%, nos Estados Unidos fica em 10%. Já o Japão tem apenas 0,20%.

O Lenad foi realizado pelo Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas da Unifesp, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e executado pela Ipsos Public Affairs. Foi concluído em março deste ano, com 4.607 entrevistas em 149 municípios. A amostragem, chamada de probabilística, é representativa de toda a população brasileira.

Os entrevistados, de 14 anos ou mais de idade, responderam sigilosamente um questionário padronizado com mais de 800 perguntas que avaliaram o padrão de uso de álcool, tabaco e drogas ilícitas, bem como fatores associados, como depressão, qualidade de vida, saúde física, violência infantil e domestica entre outros. Por enquanto, apenas os dados específicos sobre o perfil do usuário de maconha foram divulgados. 
O estudo custou pouco mais de R$ 1 milhão.

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